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28/04/2014 17:32

Destaque em ranking, oportunidade de trabalho atrai forasteiros a MS

Lidiane Kober
Rafael veio do interior de São Paulo atraído por familiares e oportunidade de trabalho (Foto: Divulgação Facebook)Rafael veio do interior de São Paulo atraído por familiares e oportunidade de trabalho (Foto: Divulgação Facebook)

Décimo colocado na lista dos estados mais desenvolvidos do país no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), Mato Grosso do Sul atrai forasteiros, principalmente, pelas oportunidades de trabalho. Eles não pensam em voltar à terra natal, apesar de se queixar um pouco do estilo “fechado” do nativo. As autoridades, por sua vez, se orgulham da posição, sem se sentir confortáveis nela.

O lugar de Mato Grosso do Sul no ranking foi divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com o levantamento, o Estado tem IDH de 0,729, um pouco acima da média nacional de 0,727. O estudo leva em consideração a educação, expectativa de vida e a renda da população.

Na área educacional, a nota é de 0,629. Primeiro lugar no ranking, o Distrito Federal tem avaliação de 0,742 no mesmo quesito e IDH de 0,824. Oitavo na lista, o vizinho Goiás, tem média 0,646 e o índice de desenvolvimento de 0,735. Último colocado, Alagoas tem IDH de 0,631 e, na educação, a média é de 0,520. Aqui a longevidade é de 70,3 anos e a renda média é de R$ 432,56.

“A nossa posição é de orgulho, mas não de conforto e satisfação. Temos que lutar mais para todos os municípios terem qualidade de vida”, avaliou a titular da Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social, Tânia Mara Garib. Ela ponderou que o resultado ainda não é reflexo dos oito anos da atual administração. “O levantamento leva em conta o censo de 2000 e de 2010”, explicou.

Em defesa do Estado, a secretária frisou que Mato Grosso do Sul está à frente de estados brasileiros, mais antigos e com mais estrutura. “Estamos acima de Mato Grosso, de todos os estados do nordeste, mas não conseguimos ultrapassar estados tradicionais em desenvolvimento”, afirmou.

Para ela, “é preciso perseguir as primeiras posições”. Neste sentido, destacou políticas públicas em conjunto com o Governo Federal em desenvolvimento no Estado. “Só vamos melhor, com anos de educação e de mais qualificação e, de mãos dadas com o governo federal, estamos incentivado cursos técnicos”, ressaltou.

Forasteiros – Vindo de outros estados até com IDH melhor, forasteiros estão satisfeitos com Mato Grosso do Sul e não pensam em voltar à terra natal. A maioria veio atraída por oportunidade de trabalho e não tem o que reclamar.

Empresário da construção civil, Sérgio Coelho Lima deixou Juiz de Fora (MG) em 1985. Ele criou e formou os quatro filhos em Campo Grande e declara-se feliz. “Não falta emprego para quem busca qualificação, não posso reclamar neste sentido e não penso em sair daqui”, disse.

Lima também não tem queixa da área educacional e nem do setor da saúde. Ele, porém, formou os quatro filhos na iniciativa privada e tem convênio médico. Ao mesmo tempo, estranhou o jeito “fechado” dos sul-mato-grossenses. “Tinha mania de conversar e brincar com todos, aqui nem os vizinhos olham na cara para dar bom dia”, comentou.

Da mesma maneira avalia o contador Vitor Rafael Silva Góes, de 24 anos. Ele saiu de Presidente Venceslau (SP) em abril de 2011 e, 10 dias depois, já estava empregado. “Se tivesse continuado no Estado de São Paulo não teria condições de fazer uma pós e comprar um carro”, contou.

Apesar de também declarar-se feliz em Campo Grande, Rafael admitiu que, no início, não queria mudar. “Só vim porque meu irmão já morava aqui”, explicou. Inicialmente, ele foi outro a estranhar o jeitão “fechado” dos nativos. “O pessoal é bem fechado e é difícil fazer amizades, agora, me adaptei, estou feliz e agradeço todas as oportunidade que tive por aqui”, concluiu.

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