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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/04/2012 13:37

Dia de chuva vira transtorno para quem vive em moradia precária

Luciana Brazil
Dejanir, 64 anos, ainda acredita em uma nova vida e continua enfrentando a chuva. (Foto:Minamar Júnior)Dejanir, 64 anos, ainda acredita em uma nova vida e continua enfrentando a chuva. (Foto:Minamar Júnior)

Na periferia de Campo Grande moradores viveram momentos de transtorno com a chuva que atingiu a cidade na noite de sábado (28). O tempo chuvoso, que continua intermitente, não causou grandes estragos, mas para os que vivem em áreas mais precárias, a situação se transformou em um verdadeiro caos.

A equipe do Campo Grande News percorreu vários bairros da cidade, no domingo (29) pela manhã, e nos mais carentes os moradores se mostravam preocupados com a situação.

No bairro Morada Verde, região norte da cidade, onde a maioria das casas é feita de tábuas e coberta com lonas, os moradores tentam protegem os barracos, mas muitas vezes em vão. A água invade, entrando por baixo das portas, além de molhar as paredes e tetos de madeira. “Depois da chuva, temos que esperar o sol para secar tudo. Tem coisas que a gente consegue recuperar, mas têm outras que a gente perde porque fica com cheiro ruim”, disse a manicure Delanir Cardoso da Rocha, 27 anos, mãe de dois filhos.

Filho da manicure Delanir mostra o balde improvisado no meio da casa. (Foto: Minamar Júnior)Filho da manicure Delanir mostra o balde improvisado no meio da casa. (Foto: Minamar Júnior)

Arrastar móveis, levantar equipamentos eletrônicos, improvisar lonas, baldes e tampar paredes com tabuas de madeira são algumas das batalhas diárias que fazem parte da rotina constante na periferia. É a forma com que os moradores encontram para evitar que o pouco se transforme em nada. “A situação está difícil. Quando chove assim, tem gente que fecha a casa e vai para casa de parentes. Com a chuva, a enxurrada é grande e a água entra nas casas de todo mundo”, contou o morador da região norte da cidade, Sandro Roberto Amancio, 30 anos.

No mesmo terreno onde vive a manicure Delanir, mora também seu pai, Dejanir Dias Rocha, de 64 anos. De bom humor, mesmo com a casa toda molhada, ele diz que tem esperança de um dia morar em um lugar melhor. “Eu vou onde me colocarem. Se eu ganhar uma casa eu vou para qualquer lugar e vou querer morrer lá”, brincou o idoso que precisa esperar a chuva cessar para dormir. “A chuva pode molhar minha cama por isso eu espero a chuva passar”.

Avó e netos também esperam dias melhores e sonham com uma casa que não molhe. (Foto:Minamar Júnior)Avó e netos também esperam dias melhores e sonham com uma casa que não molhe. (Foto:Minamar Júnior)
Família se prepara para fazer churrasco, apesar das dificuldades. (Foto:Minamar Júnior)Família se prepara para fazer churrasco, apesar das dificuldades. (Foto:Minamar Júnior)

Apesar da vida sofrida, cheia de percalços, os moradores não desistem da batalha e demonstram ânimo, mesmo em um dia chuvoso. Enquanto a equipe do Campo Grande News se despedia de Delanir, a churrasqueira já estava pronta para o almoço em família. “Minha filha me chamou para fazer um churrasco e eu disse que não tinha dinheiro, mas ela comprou a carne”, disse sorrindo.

O exemplo de otimismo vem também da aposentada Juraci de Arruda Vicente, 67 anos, e os dois netos de 10 e 7 anos. Não diferente dos outros personagens da matéria, a casa é feita de tábuas e a água da chuva também invade a casa e causa problemas. “Quando chove a gente já se prepara para ficar com tudo molhado e tem que dar um jeito de não perder as coisas”, contou.

Quando questionados sobre a vida que levam, as crianças sorriram

e ficou clara a esperança de dias melhores. “Quem não quer algo melhor”, completou a avó também sorridente.



essa situaçao e muito dificio mai deus fai ajudar elessssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



 
andreyna oliveira em 26/03/2013 15:48:42
Para esses irmãos que se encontra nessa situação,desejo que tenham esperança em um futuro muito melhor,pois com certeza Deus esta abençoando cada um,eu tbm ja vivi uma situaçao dessas,não tinha nem calçado para por nos pés,hoje tenho um bom emprego,minha casa ,carro ,calçados e roupas decentes,tudo foi Deus que me ajudou a conseguir,óre,peça com fé e Deus te ajudará,amém.
 
Rosa Maria Albuquerque em 30/04/2012 12:06:37
O que importa se são daqui ou não, Sr. Eraldo? São, como todos nós, seres humanos. Ou por acaso as pessoas de fora daqui não sentem fome, frio ou desconforto? Até onde eu saiba, é direito de todo o cidadão ir e vir e estar fora da cidade em que nasceu não deveria lhe tirar a dignidade, mas tira. Porque além de terem de enfrentar o que enfrentam, ainda têm de ser algo de pensamentos desse tipo.
 
Mirian Costa em 30/04/2012 11:29:34
EU ACHO QUE NAO DEVEMOS QUERER SABER SE AS PESSOAS SAO DE CAMPO GRANDE, OU NAO O QUE DEVE SER FEITO É PARA O SER HUMANO INDEPENDENTE DE ONDE ELE ESTA VINDO, CADE OS CANDIDATOS A PREFEITOS PRA VER ESSA SITUAÇAO.
 
CEZAR AUGUSTO em 30/04/2012 08:30:59
Esse é o nosso Brasil.
 
Renato Prestes em 30/04/2012 07:54:36
sera que essas pessoas são de campo grande e estão vindo de outras cidades para buscar refugios aqui...
 
eraldo afonso bento em 30/04/2012 07:17:55
Nossa Capital já melhorou muito em questão a maradia, mas é preciso muito mais, acho que agora esta mais facil resolver esse problema, só esta faltando focalizar nesse tema, no lugar de aqrario artificial por que não moradia,no lugar de tantas belezas para mostrar a quem vem de outras cidades que aquí é lindo, não mais saude p/ a população, recurso existe só precisa inversão de valores.
 
porfirio vilela em 30/04/2012 05:55:22
Gosto muito desse lado humano do campograndenews. Matérias assim, dispertam a reflexão sobre onde estamos e o que somos.
 
André Germano em 29/04/2012 11:07:36
Isso lembra minha infância sofrida no guanandi, rua tocantins,travessa renabi , ali passamos muitas noites em claro levantando móveis e colocando pano nas portas,tudo em vão a água acabava entrando pelas janelas, hoje graças a Deus apenas recordações, que me faz valorizar o pouco que tenho.
 
GIVALDO VALERIO DE LIMA em 29/04/2012 09:08:35
nossa eu axava que campo grande nao tinha mais esse tipo de moradia , o governador, o prefeito enche a boca p falar q campo grande esta super desenvolvida , quem chega em campo grande axa q a cidade e mil maravilhas q coisa ...
 
andre capdevila em 29/04/2012 08:56:36
Nossa, vendo uma reportagem dessa chega a dar um nó na garganta , em ver idosos e crianças passando por uma situação dessas, coitado desse senhor, nessa idade morando nessas condiçoes, fico indignada pois outro dia li aqui mesmo uma reportagem sobre vendas de casas doadas pelo Poder Público, cada nossos governantes que nao fazem uma investigação, e tem piedade desse senhor e dê uma casa para ele.
 
Ivanete de Souza Ferreira em 29/04/2012 08:28:35
Sei o q essa família está passando já vivi isso. O pior é q na minha antiga ksa tinha 7 baldes p/ 7 goteiras rsrsrs. As vezes era mais vantagem ficar fora do que dentro da casa. Mas que eles continue acreditando e tenham muita fé, um dia sairão dessa situação assim como um dia saí. Quanto ao churrasco, nada impede de assarmos uma carninha, também somos filhos de Deus.
 
valeria nascimento em 29/04/2012 05:17:44
Essem é o Brasil das injustiças! Enquanto famílias carentes, como as mostradas na matéria, vivem em condições precárias, nossos políticos, encastelados em suas mansões, vivem em "cachoeiras" de dinheiro, pouco se preocupando com o povão.
 
MARCELLO MENDES em 29/04/2012 03:16:04
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