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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/03/2011 20:20

Dona-de-casa aguarda quimioterapia no HR há um mês

Aline Queiroz

Diretor diz que setor funciona normalmente

Hospital nega problema. (Foto: Arquivo)Hospital nega problema. (Foto: Arquivo)

A dona-de-casa Cláudia Raquel Rodrigues Alexandre, 38 anos, está desde fevereiro à espera de sessões de quimioterapia que deveriam ser feitas no Hospital Regional Rosa Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, onde foi operada. No entanto, o diretor-presidente da unidade médica, Ronaldo Queiroz, afirma que não há problema algum no setor de oncologia.

Cláudia passou por cirurgia e retirou um tumor no intestino em setembro do ano passado. A orientação do médico era para que fizesse as sessões a cada 15 dias.

O tratamento pós-cirúrgico começou em novembro e foi interrompido no mês passado, quando Cláudia fez a sétima sessão de quimioterapia. Desde então, ela não consegue mais agendar as sessões.

“Eles (no hospital) dizem que quando tiver o medicamento me ligam para marcar”, diz Cláudia. Segundo a dona-de-casa, a quimioterapia não pode ser feita devido à falta de óxido de platina.

Desde a suspensão do atendimento, Cláudia já deveria ter feito outras três sessões de quimioterapia. Ela afirma não ter o que fazer.

“O médico falou que quando começa o tratamento não pode parar porque pode prejudicar a saúde da gente. Sem a medicação a gente não sabe se pode fazer mal ou o que pode acontecer”, reclama.

Questionado sobre o problema, por e-mail, o diretor negou o problema e enviou a seguinte resposta:

“A pergunta não tem qualquer fundamento. Não sei qual sua fonte mas está muito mal informada. A Unidade de Oncologia do Hospital Regional atende mais de 250 pacientes adultos e 60 pacientes pediatricos nos setores de quimioterapia. Em nenhum momento houve qualquer suspensão do atendimento. Ao contrário, a Oncologia é uma das Linhas de Cuidados Assistenciais do Hospital Regional e encontra-se em fase de expansão”.

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Esse diretor "desconhece" a realidade do HRMS. Ontem, a portaria principal foi fechada, e lá fixaram um cartaz informando "desculpe o transtorno - estamos em reforma para melhor atendê-lo". Na verdade, toda a frente do prédio foi condenada depois de perícia realizada por engenheiros contratados, ameaçando a vida de todos - pacientes e funcionários. Fica fácil constatar isso, no hall de entrada percebe-se claramente que o piso todo está cedendo, com rachaduras gigantes, que fatalmente acabarão por ceder e desabar na cabeça das pessoas. No subsolo, há um "rio" passando por dentro da farmácia (CAF), fruto da infiltração de água. Semana passada, um bloco de concreto caiu sobre a mesa de um funcionário, no setor financeiro. Por sorte, era horário de almoço e ninguém se feriu. Não há medicamentos, leitos, vagas, marcação de cirurgias eletivas, materiais correlatos como copos descartáveis e um sem-fim de produtos indispensáveis para o bom andamento de um hospital. Essa é a realidade que o Dr. Ronaldo Perches Queiroz e sua trupe tentam esconder à todo custo, proibindo equipes de reportagem de entrarem no hospital para registrar a realidade que acontece aqui dentro. Espero que equipe do CG News publique este desabafo, afinal sou funcionário do hospital e tudo o que escrevi realmente acontece aqui dentro.
 
Plinio Carvalho em 24/03/2011 11:22:00
É lamentável o descaso com os pacientes, que além de não conseguir o tratamento ainda a direção do Hospital Regional não assume que aja problemas. Até quando teremos descasos com os cidadãos que dependem do SUS. Nosso Estado tem deixado muito a desejar na área de saúde, a qualidade do atendimento tem ficado bem aquem das necessidades da população, faltam médicos, muitos procedimentos demoram para serem atendidos, faltam medicamentos, faltam estrutura física. A população pede socorro. A quem recorrer??
 
Josue Kazuo Nishimura em 24/03/2011 09:37:57
a que vergonha senhor diretor paciente tomando medicação na cadeira , sen/do que a metade dos leitos do sétimo andar estão vazios.oh. o senhor não sabe....
 
cassia solange ramos alves oliveira em 24/03/2011 06:01:55
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