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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

16/08/2011 16:25

Em MS, 42% dos municípios ainda descumprem piso para professores

Marta Ferreira
Roberto Botareli, presidente da Fetems: situação já melhorou, mas ainda há salários muito baixos para professores. (Foto: Divulgação)Roberto Botareli, presidente da Fetems: situação já melhorou, mas ainda há salários muito baixos para professores. (Foto: Divulgação)

Apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter ratificado em abril a validade da lei que estabelece o piso nacional para os professores em Mato Grosso do Sul 42% dos municípios ainda descumprem a determinação legal. Nessas cidades, os professores ainda recebem menos que o piso estipulado para carga horária de até 40 horas, hoje em R$ 1.187,97.

O ranking também evidencia discrepância entre os salários pagos. A diferença entre o maior e o menor valor pago, conforme o levantamento, chega a 169%. É o que mostra ranking que a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação Pública de Mato Grosso do Sul) torna público amanhã.

Os dados foram levantados em 74 dos 78 municípios do Estado. Ficaram de fora as cidades onde foi excluído da carreira de professor o profissional de ensino médio, cujo vencimento é definido como o mínimo para a categoria de acordo com a lei do piso. São elas São Gabriel do Oeste, Nova Andradina, Ivinhema e Inocência

Diante desse resultado, a Fetems estuda entrar na Justiça para obrigar as prefeituras a cumprir a previsão legal. “Estamos concluindo um estudo jurídico neste sentido, junto com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação Pública)”, informou o presidente da Fetems, Roberto Botarelli.

Já melhorou - Além da possibilidade de ir à Justiça, a Fetems confia, também, na pressão exercida sobre os prefeitos com a divulgação do ranking, que é feita mensalmente. Segundo ele, houve avanços desde que foi divulgado um ranking em abril, após o STF decidir favoravelmente à criação do piso, em resposta à ação movida pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

“Em abril, só 19% dos municípios cumpriam o piso e agora já temos mais de 50%”, comparou.

No ranking que será publicado amanhã, Campo Grande aparece com o maior piso para 40 horas semanais, de R$ 1.892,22 e o pior está em Glória de Dourados, de R$ 700,84. A diferença, do menor para o maior, é de R$ 1.192, ou seja, 169%.

Hoje, está havendo uma mobilização nacional, com paralisação dos professores, para forçar o cumprimento da lei, mas em Mato Grosso do Sul a Fetems optou por uma atividade que reuniu 300 delegados em Campo Grande, para um seminário sobre diretrizes curriculares e planejamento escolar.

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na opinião só aumentar os salários não resolveria. Deveria qualificar melhor (alguns professores). Alguns alunos já tem a tendência natural de não quer estudar e aliados a professores maus qualificados e maus renumerados teremos no futuro maus médicos, engenheiros, advogados...
Tenho uma filha de 12 anos estuda em escola integral e mal sabe escrever e péssima em matemática. A culpa é de quem? Minha ou dos professores (alguns) maus qualificados e renumerados. A consequência como já disse teremos maus profissionais num futuro bem próximo.
 
ALENCAR RIBEIRO ORTIZ em 17/08/2011 07:54:19
E as nossas horas atividades? O estado e os municipios não são obrigados a cumprir?
Pois a cada dia que passa, aumenta nossos trabalhos e as cobranças.A Fetems não vai fazer nada por nós?
 
maria antonia ferreira em 16/08/2011 10:48:23
queria lembrar aos pais que o ano que vem tem eleições ,e temos que colocar pessoas (prefeitos)que cumpram as Leis, o piso salarial que grande parte dos prefeitos não pagam se refere a professores com nível de magistério,os professores com nível superior,deveriam receber salários compatíveis com a sua formação mas,sequer são citados,será que se esqueceram desse detalhe?enquanto tivermos pessoas que preferem construir presídios a melhorar a educação,estaremos andando para trás.só mais uma pergunta: quando o cidadão comum não cumpre a Lei , vai para cadeia, e quando os prefeitos não cumprem a Lei do piso salarial ,não acontece nada? para onde estamos caminhando?mas para liberar emendas para acalmar os parlamentares é rapidão.
 
luiz carlos borba em 16/08/2011 10:30:44
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