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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

21/08/2014 09:11

Por economia e sabor, trabalhador vai de marmita a "pão do Zé"

Caroline Maldonado
Marmita é solução para não gastar até R$ 200 por mês (Foto: Marcelo Calazans)Marmita é solução para não gastar até R$ 200 por mês (Foto: Marcelo Calazans)

Quem almoça nos restaurantes de Campo Grande paga o preço médio de R$ 24,53, de acordo com pesquisa do Instituto Datafolha, que tem como base o ano de 2013. Se um trabalhador gastar isso todo dia, trabalhando 24 dias ao mês, o gasto chega a R$ 588, ou seja 81% do valor do salário mínimo. No centro da cidade, é possível encontar almoço por R$ 7, o que significa um gasto mensal próximo de R$ 190,00. Ainda assim, para reduzir a despesa com alimentação,  muitos que trabalham na região apelam para a marmita feita pela mãe ou esposa e para outras soluções criativas.

Nas proximidades da rua 14 de Julho, os trabalhadores contam com o “pão do Zé”, o lanche natural de um vendedor ambulante, que mata a fome na hora do almoço. Vale tudo para aqueles que não querem gastar muito com restaurante ou enjoam do tempero da comida.

O preço não é o único fator que impõe a criação de alternativas. Há 15 anos trabalhando nas ruas da cidade como mototaxista, Jonas Dutra, 49 anos, já tentou se habituar ao almoço nos restaurantes, mas não conseguiu. “A comida não desce, parece que você está comendo isopor, porque não tem tempero. Melhor o feijão e o arroz de casa”, diz o mototaxista que economiza R$ 60 por semana, já que aproveita uma corrida para a região do bairo onde mora para passar em casa e almoçar o que a esposa prepara todos os dias. “Quando passa das 14h eu vou e como alguma fruta, porque aí já passou a fome. Mas prefiro mil vezes fazer assim do que almoçar em restaurante”, explica.

Jonas não troca o almoço de casa por restaurante (Foto: Marcelo Calazans)Jonas não troca o almoço de casa por restaurante (Foto: Marcelo Calazans)
Quando bate a preguiça de preparar marmita, Tatiane recorre ao pão do Zé (Foto: Marcelo Calazans)Quando bate a preguiça de preparar marmita, Tatiane recorre ao "pão do Zé" (Foto: Marcelo Calazans)

A falta de tempero não é o único problema das refeições fora de casa. Muita gente não come em restaurante de jeito nenhum por conta do salitre, que é usado na comida para evitar proliferação de bactérias e ressaltar o sabor dos alimentos. Mas quem não tem alguém que prepare a marmita todos os dias, sofre de uma certa preguiça de vez enquando. Nessa hora, surge a ideia do lanche para substituir o almoço.

Alerta - Economizar é importante, mas fazer refeições saudáveis também, por isso a nutricionista Fabiana Dias Watanabe dá algumas orientações para quem opta por cada tipo de alimentação. “Eu sugiro que as pessoas comprem a marmita em lugar que prepare a comida com redução de óleo, arroz integral e bastante salada, além de uma carne magra grelhada”, afirma.

A nutricionista aconselha ainda a abusar das verduras na composição da marmita. “É bom comprar as verduras duas vezes por semana, lavar com soluções prontas que se compra no supermercado ou água sanitária e guardar na parte mais baixa da geladeira”. No caso do Igor de Assis, 24 anos, que trabalha em uma farmácia, a economia com as despezas de alimentação depende da mãe. “Minha mãe que faz a marmita com o jantar de ontem ela já prepara. Quando eu comia no restaurante, antes da minha mãe vir morar aqui, eu gastava mais de R$ 200 por mês com almoço”, conta.

Pão do Zé - “Quando eu tenho preguiça de fazer a marmita eu almoço no restaurante, mas eu não gosto porque tem muito sal. Duas colheradas e já sinto o gosto do salitre”, conta a vendedora Tatiane de Oliveira, 18 anos, que também recorre ao “pão do Zé”, nos dias em que não preparou marmita. “Hoje mesmo é dia do “pão do Zé”.

Segundo Tatiane, o sanduíche que custa de R$ 3 a R$ 6. "É ótimo, porque é leve, melhor do que comer comida as vezes. Todo mundo aqui da loja compra o lanche dele”, diz.

A nutricionista não proíbe o sanduíche, mas recomenda que seja com frango desfiado, cenoura ralada e ervilha. “Não faz mal, mas tem que ser de vez enquando, sempre com ingredientes leves e com alto valor nutricional”, explica Fabiana, ao alertar que não se pode subistituir a comida por lanche todos os dias.

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Os restaurantes de quilo de Campo Grande estão um absurdo de caro, a comida é completamente sem graça, acho que por causa dos velhinhos que estão consumindo cada vez mais, eles não colocam sal na comida e colocar sal na hora não fica com o mesmo sabor, o restaurante de quilo ali na rua do Clube Libanes era excelente, de uns tempos pra cá ele está mais caro do que restaurante de São Paulo e a comida já não é mais a mesma coisa, eu almoço em casa tambem, não vale a pena almoçar na rua pelo preço e pelo gosto da comida.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/08/2014 14:19:19
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