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Empregos

Sem filas, feirão de emprego é oportunidade para quem busca recomeço na Capital

Iniciativa oferta 2.300 vagas e vai até às 16h de hoje, no Armazém Cultural

Liana Feitosa e Bruna Marques | 16/09/2022 09:02
Armazém Cultural fica no começo da Av. Calógeras, 3065, Centro. (Foto: Paulo Francis)
Armazém Cultural fica no começo da Av. Calógeras, 3065, Centro. (Foto: Paulo Francis)

Feirão de emprego promovido pela Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) nesta sexta-feira (16) começou com movimento tranquilo, sem filas e muita expectativa de recomeço. A Estação Mais Emprego oferta até às 16h de hoje, no Armazém Cultural, oportunidades de trabalho para os mais diversos segmentos, inclusive vagas de estágio, para menor e jovem aprendiz.

De acordo com o diretor-presidente da Funsat, Luciano Martins, essa é a 3ª edição da iniciativa que conta, agora, com 27 empresas parceiras e cerca de 2.300 oportunidades para contratação imediata.

“Nas duas primeiras edições foram mais de 2.500 atendimentos realizados e mais de 1 mil pessoas recolocadas no mercado de trabalho. Agora, só para o Grupo Pereira são 1.400 vagas”, detalha Martins. Ao chegar no Armazém Cultural o candidato passa por atualização de dados na Funsat, pega encaminhamento e se dirige até uma das empresas que estão fazendo processo seletivo.

Elaine de Oliveira, de 24 anos e que tem experiência como auxiliar de vendas e quer trabalhar na área de auxiliar administrativo, foi a primeira a chegar no local. Ela está desempregada há 4 meses e saiu cedo do Bairro Guanandi, chegando no feirão às 6h30 da manhã.

“Fiquei sabendo pelo Campo Grande News, vi a matéria e, como tem um bom tempo que estou desempregada, nem tinha conseguido nenhuma entrevista, vim tentar. Nesse tempo já mandei muitos currículos, mais de 20. Fui na Funtrab (Fundação do Trabalho de MS) e Funsat, mas nunca consegui uma entrevista”, compartilha.

“Moro com meus pais, mas é difícil porque não estou conseguindo ajudar em casa. Na outra empresa que eu trabalhava tinha ticket alimentação, então a parte da compra do mês era minha”, afirma. Elaine tem a expectativa de sair empregada do feirão. “Acho que vou conseguir uma boa vaga”, completa.

Elaine e Marcos chegaram no feirão antes das 7h da manhã. (Foto: Paulo Francis)
Elaine e Marcos chegaram no feirão antes das 7h da manhã. (Foto: Paulo Francis)

Marcos Antônio Magalhães, de 52 anos, está desempregado há 1 ano e também está otimista com a Estação Mais Emprego. Ele já trabalhou como vigilante e na área de prevenção em supermercado, e ficou sabendo das vagas pela Funsat.

Divorciado, ele mora sozinho, já que os filhos moram fora do país. “Mas é complicado porque você acaba fazendo um bico aqui e outro ali, mas não pode fazer compromisso além do que você já tem, que é água, luz, alimentação. Minha expectativa é boa, espero sair empregado”, pontua.

Ele acredita que a idade é um fator complicante. “Nesse tempo em que estou sem emprego mandei muitos currículos, participei de duas entrevistas, mas não deu certo porque a idade pesa um pouco. Existe um preconceito porque já fui chefe e tive salários um pouco mais altos, e a concorrência com as pessoas mais jovens está bem grande. Acaba que eles que estão começando também aceitam salário menor, então fica difícil”, avalia Marcos.

Marlene é camareira e costureira e busca oportunidade na Capital. (Foto: Paulo Francis)
Marlene é camareira e costureira e busca oportunidade na Capital. (Foto: Paulo Francis)

A trabalhadora Marlene Balbino, 58 anos, saiu do bairro Taquarussu também em busca de uma oportunidade. Desempregada há 2 meses, ela tem experiência como camareira e costureira, e busca uma colocação em algum desses segmentos, ou na área de serviços gerais.

“Saí do meu último emprego porque meu filho sofreu um acidente e precisei cuidar dele”, relata. Apesar de morar em casa própria e não pagar aluguel, a única renda da família era dela. Moram com ela a mãe, de 87 anos, e três filhos, um de 15, outro de 27 e o mais velho, de 35 anos, que se acidentou. Ela conta que a mãe está com a aposentadoria cortada há 1 ano e meio e, por isso, a renda ficou ainda mais apertada.

“Estou vivendo com a ajuda de um irmão meu que me dá sacolão todo mês e recebendo auxílio de R$ 600. Esse mês, com o auxílio paguei água e luz. Não tem como ficar sem emprego, estou confiante de que vou conseguir uma oportunidade”, finaliza Marlene.

O Armazém Cultural fica na Avenida. Calógeras, 3065, Centro, ao lado da Feira Central.

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