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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/07/2013 17:17

Empresa contratada pela Petrobrás diz que grupo receberá na segunda

Viviane Oliveira e Evelyn Souza
Trabalhadores almoçando no prédio da Fetems. (Foto: Cleber Gellio)Trabalhadores almoçando no prédio da Fetems. (Foto: Cleber Gellio)

A previsão é de que as rescisões sejam feitas na próxima segunda-feira (8) para os cerca de 200 trabalhadores da UFN3, empresa que presta serviço para a Petrobras na construção de fábrica de fertilizantes, em Três Lagoas. Eles estão em Campo Grande desde a última quarta-feira (3), quando vieram com a promessa do acerto e das passagens de volta aos estados de origem, a maioria é do Nordeste.

O auditor-fiscal do Ministério e Trabalho e Emprego, Leif Naas, esteve com os trabalhadores e afirmou que a empresa já renovou as diárias em hotéis da cidade, com tudo pago, inclusive a alimentação, até segunda-feira, quando será feita as rescisões e providenciado até terça-feira, o retorno deles a cidade de origem.

Hoje de manhã os funcionários, que estão sem dinheiro, foram “despejados” porque a diária não havia sido renovada pela empresa. Eles foram abrigados no prédio da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), onde receberam pães com mortadela.

Ainda de acordo com o auditor, o acerto com os trabalhadores será acompanhado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho e da Fetricom (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias e do Mobiliário de Mato Grosso do Sul).
“Está tudo errado. Os trabalhadores não deveriam ter saído de Três Lagoas nestas condições”, disse o presidente da Fetricom, Everton Webergeon.

Ele criticou a situação que os operários vivem nos alojamentos cedidos pela empresa, que fica a 32 quilômetros de Três Lagoas. “No local não há ventilação, os banheiro são precários, quando chove alaga tudo, o celulares não funcionam no local, além disso, a alimentação é muito ruim”, diz.

 

Operários colocaram fogo em ônibus e caminhão. (Foto: Perfil News)Operários colocaram fogo em ônibus e caminhão. (Foto: Perfil News)

O carpinteiro Francisco Chagas, reclama que recebeu este mês de salário R$ 123. “Estamos perdidos, não sabemos o que fazer”, lamenta, acrescentando que veio do Piauí para trabalhar em Três Lagoas com a promessa de um salário melhor.

Greve - Na última segunda-feira (1º) os trabalhadores da UFN3, fizeram um quebra-quebra no alojamento localizado na BR-158. Eles chegaram a colocar fogo em um ônibus e um caminhão da empresa. Dois funcionários, Juvenal Jorge de Souza, de 21 anos, e Dilermando Rodrigues Lacerda, foram presos e encaminhados para o presídio do município.

Os manifestantes reivindicam melhores condições de trabalho, salarial e aumento do ticket alimentação.
A empresa informou que um representante negociou com os trabalhadores e que ficou acordado que nenhum colaborador permaneceria nos quadros da empresa a contragosto.

Para aqueles que desejassem se desligar dos quadros de funcionários foi montada uma estrutura de Recursos Humanos para atender a solicitação em maneira emergencial.

Àqueles que preferiram continuar, retornaram aos aposentos que não foram destruídos. Alguns foram alojados em outras unidades da empresa instalados na cidade.



Esse tipo de coisa só tem um nome: tráfico de pessoas para escravizar. A única diferença das meninas do RUSSO na Capadócia, (última novela da Globo) é o tipo de trabalho que os trabalhadores foram submetidos. Tomara que além de reparar os danos aos trabalhadores, os responsáveis sejam exemplarmente punidos pela atitude criminoso praticada contra essas pessoas.
 
ORDALINO CUNHA em 06/07/2013 15:25:55
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