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Cidades

Entidades mantém movimento e podem recorrer de decisão da Justiça

Por Filipe Prado e Zana Zaidan | 04/12/2013 19:22
Reunião contou com representantes de produtores e parlamentares (foto: Zana Zaidan)
Reunião contou com representantes de produtores e parlamentares (foto: Zana Zaidan)

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de MS) e a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), entre outras entidades, reuniram-se na tarde de hoje (4) para decidir quais ações serão feitas sábado (7), após suspensão do Leilão da Resistência, que arrecadaria fundos para a proteção de invasões indígenas nas propriedades rurais do estado.

Segundo as entidades, elas não receberam notificações judiciais sobre a suspensão do leilão. “Ficamos sabendo pela imprensa”, afirmou o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, em discurso.

Segundo o Assessor Jurídico da Famasul, Carlo Coldibelli, eles irão analisar o teor da decisão para decidir se vão tentar derrubar a decisão da Justiça. “Nós podemos entrar com recurso, mas precisamos saber o teor da decisão, para depois decidirmos quais medidas iremos tomar”, relata.

As entidades afirmaram que continuaram com o evento de sábado. “Não temos a intenção de descumprir a decisão judicial, mas será mantido o movimento do final de semana”, comenta o presidente da Acrissul, Francisco Maia.

Cerca de 800 animais já tinham sido doados para a federação, com a expectativa de mil animais. “Muitos animais já estavam com o frete pago, no sábado eles ficarão alojados na Acrissul”, relata Francisco.

O deputado estadual, Zé Teixeira (DEM), diz que foi uma decisão injusta. “Eu, como produtor rural, tenho direito de defender minha propriedade, mesmo porque, quem não defende o que tem, não merece ter”, afirma.

Leilão – O leilão seria realizado neste sábado (07), a partir das 13h, com objetivo de arrecadar fundos para a criação de uma, suposta, milícia, que ajudará a defender a classe das invasões indígenas.

Participaram da reunião os deputados estaduais da bancada ruralista Mara Caseiro (PT do B), Zé Teixeira (DEM), os presidentes das Acrissul e Famasul, Francisco Maia e Eduardo Riedel, respectivamente, além dos advogados Carlo Coldibelli, Luana Ruiz e Newlley Amarilla, além dos produtores rurais Ricardo Bacha e Vanth Vanni, que tiveram as fazendas invadidas no Estado.

O evento foi suspenso, após decisão da juíza Janete Lima Miguel, da 2ª Vara Federal. O cancelamento foi pedido por movimentos sociais, que alegaram, o acirramento do de violência no campo.

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