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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

26/07/2011 10:14

Estação vai monitorar tremores de terra no Pantanal a partir desta 5ª

Marta Ferreira

A partir desta quinta-feira, Mato Grosso do Sul passará a contar com sua primeira estação sismográfica, que vai medir tremores de terra no Pantanal. A estação, que faz parte de uma rede nacional, vai ser implantada em Aquidauana.

A estação ficará a cargo do Departamento de Geociências do câmpus de Aquidauana da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que faz parte da Rede Sismográfica Integrada do Brasil (BRASIS), financiada pela Petrobras e que inclui instituições como a USP (Universidade de São Paulo).

Segundo a UFMS, além do Pantanal, Chapadão do Sul será a próxima cidade a receber uma estação.

Porquê?-O Pantanal tem motivo para ser a primeira a receber a estrutura. Como a bacia do Pantanal possui formação geológica recente e está próxima à faixa de encontro entre duas placas tectônicas (a de Nazca e a Sul-Americana), que possui constantes e intensos abalos sísmicos.

A UFMS participa da atividade com o projeto de pesquisa Sismicidade da Bacia Sedimentar do Pantanal, coordenado pela professora Edna Maria Facincani e com participação de acadêmicos dos cursos de Física e Geografia da Instituição

A professora Edna Maria Fancican tem estudos realizados indicando que os abalos já registrados tiveram epicentro no Pantanal, o que justifica não ter havido grandes estragos, por ser uma área pouco habitada.

De acordo com a professora, “além de compreender a origem e evolução da bacia do Pantanal, estamos preocupados em capacitar e qualificar mão-de-obra especializada em geodinâmica e sismicidade da litosfera”, afirma.

Os equipamentos que serão instalados ainda não permitem a previsão de terremotos, mas as instituições envolvidas estão trabalhando para que futuramente haja tecnologia suficiente para isso.

Entre 2003 e 2006 funcionou em Aquidauana uma estação sismográfica temporária, com equipamentos emprestados pela Suíça. Segundo a UFMS, com a estação permanente, será possível, além de monitorar os abalos, enviar os dados obtidos via satélite para a BRASIS e disponibilizá-los para que outras instituições participantes possam acessá-los on-line.



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