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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

31/03/2013 11:21

Estado é destaque em número de visitas virtuais no Presídio Federal

Luciana Brazil
Presídio Federal de Campo Grande. (Foto: Arquivo)Presídio Federal de Campo Grande. (Foto: Arquivo)

Campo Grande é a cidade do País onde mais se realizam visitas virtuais dentro de Presídio Federal. De acordo com levantamento do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), a cidade se destaca no sistema que já atinge metade dos presos das penitenciárias federais do Brasil. O método permite contato com parentes, cônjuges e amigos, mesmo que estejam distantes.

O projeto é parceria entre o Depen e a DPU (Defensoria Pública da União), criado para a ressocialização. A ideia ajuda a manter os vínculos afetivos dos detentos, a maioria de alta periculosidade. O sistema ainda permite que sejam feitas audiências judiciais por videoconferências, que já superam em número as audiências presenciais. Em 2012, 232 (52%) presos de um total de 446 realizaram um total de 870 visitas, mobilizando 2.215 familiares.

Ainda de acordo com o levantamento, Campo Grande e Porto Velho são os locais onde mais são feitos os contatos virtuais.

Nas penitenciárias federais estão recolhidos presos considerados risco à segurança pública. Por aqui já passaram criminosos como Fernandinho Beira-Mar, o traficante Juan Carlos Abadia e responsáveis pelo assalto ao Banco Central de Fortaleza.

Uma das vantagens da visita virtual é que o preso permanece com algemas nos tornozelos, acompanhado por um agente penitenciário. A lista dos presos inseridos no programa não é divulgada por questões de segurança e sigilo.

As visitas são realizadas em uma infraestrutura montada nas 27 unidades da DPU espalhadas pelas capitais brasileiras. Os 58 equipamentos disponíveis foram adquiridos pelo Depen. As visitas acontecem às sextas-feiras.

De acordo com assistentes sociais ouvidos pelo jornal, as visitas virtuais fizeram os presos melhorarem de 

Como muitos detentos são famosos, a visita convencional acabava expondo parentes ao constrangimento quando decidem ir pessoalmente aos presídios. "Os presos vão voltar para a sociedade um dia ou outro. Se a gente não fizer o melhor (por eles), com certeza o prejuízo final será de toda a sociedade", diz a pedagoga Jocemara Rodrigues, que atua em Catanduvas.

Em reportagem publicada no jornal Estado de São Paulo, o diretor-geral do Depen, Augusto Rossini, lembrou que a proposta rendue premiação no 17.º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal, na última terça-feira, em Brasília Ele considera um reconhecimento de um projeto que "respeita os direitos humanos". "Assegura o direito constitucional do preso de ter contato familiar e garante pacificação na unidade prisional", comenta.

No início, o projeto encontrou resistências dos presos e de diretores das penitenciárias, que temiam troca de mensagens para o crime organizado. De acordo com o Depen, houve dificuldades operacionais em algumas unidades da DPU, mas a contratação de uma banda maior de transmissão de dados já foi providenciada.

"O projeto da visita virtual humaniza o cumprimento da pena. O deslocamento dos presos federais para Estados diversos dificulta o contato com a família", avalia o defensor público-geral federal, Haman Córdova.

 

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