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08/11/2014 18:39

Estado quer imunizar mais de 158 mil crianças contra poliomielite e sarampo

Ludyney Moura
O Zé Gotinha é o personagem folclórico da Campanha de Vacinação (Foto: Marcos Ermínio)O Zé Gotinha é o personagem folclórico da Campanha de Vacinação (Foto: Marcos Ermínio)

No lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra paralisia infantil e sarampo, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) revelou que pretende imunizar 158 mil crianças sul-mato-grossenses de 0 a 5 anos, até o dia 28 de novembro.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da campanha é manter a erradicação da poliomielite e garantir a eliminação do sarampo no Brasil, e para isso mais de 350 mil profissionais de saúde participarão dos trabalhos de imunização infantil.

Em relação ao sarampo, a recomendação é que sejam vacinadas crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos). Ministério da Saúde disponibilizará mais de 17,8 milhões de doses da VOP (Vacina Oral Poliomielite) durante a campanha. A meta é vacinar pelo menos 95% do público alvo, cerca de 12 milhões de crianças.

Mesma percentual é buscado contra o sarampo, cujo alvo é de cerca de 10,3 milhões de crianças. Para isso, o Ministério da Saúde distribuirá mais de 11,8 milhões de doses da vacina tríplice viral, que além de imunizar contra o sarampo, também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba.

Ao todo, foram encaminhadas para Mato Grosso do Sul 214 mil doses de vacinas contra a poliomielite e 160 mil doses de vacinas Tríplice Viral, disponíveis em todos os postos de saúde do Estado. Para a Secretaria de Estado de Saúde, o principal objetivo é manter a cobertura elevada e homogênea em todos os municípios evitando a reintrodução do vírus no país.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que todas as crianças na faixa etária da campanha sejam vacinadas, pois a VOP vale tanto para colocar em dia a vacinação atrasada como para reforço de quem está com o calendário em dia. A VIP (Vacina Inativada Poliomielite), utilizada no início de esquema de vacinação, também estará disponível para crianças com o calendário atrasado, ou seja, que não iniciaram o esquema de vacinação com as duas primeiras doses injetáveis, aos dois e quatro meses de idade.

“A poliomielite é uma doença que precisamos manter erradicada no nosso país, até porque ela ainda continua existindo em alguns poucos países da África e da Ásia. Portanto, ainda não podemos suspender, em definitivo, a vacinação. Ou seja, só podemos prevenir a paralisia infantil se nós conseguirmos atingir uma meta de mais de 95% das crianças que tenham entre seis meses de idade e cinco anos, ou que ainda não completaram cinco anos, que tomarão a vacina com a gotinha”, disse Arthur Chioro, ministro da saúde.

Poliomielite – A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Embora, atualmente, o Brasil esteja livre da paralisia infantil, é fundamental a continuidade das campanhas de vacinação, para evitar a reintrodução do vírus no país. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países registraram casos de poliomielite em 2013 e 2014, sendo que três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).

Sarampo – O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção também é por meio da vacina.

Os últimos registros de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados ou relacionados à importação, com concentração nos estados de Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença, de acordo com a OMS. Cabe ressaltar que, com o fluxo de turismo e comércio entre os países, o risco de importação do vírus é maior.

Campanha - A campanha publicitária de 2014, além do personagem Zé Gotinha, traz referências de outros personagens conhecidos do público infantil, com o objetivo permitir maior identificação das crianças na hora da vacinação. Foram escolhidos os Minions e a Peppa Pig, além dos mangás, as histórias em quadrinhos de origem japonesa. A campanha já está em divulgação no rádio, televisão, internet, cartazes e também em Digital Out Of Home (DOOH - vídeos utilizados em elevadores, aeroportos e ônibus).

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