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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/07/2013 15:58

Família de músico com meningite suspeita que negligência causou morte

Elverson Cardozo

A família do músico Helton Sambrana Maia, 29 anos, que morreu na madrugada deste domingo (15), com suspeita de meningite bacteriana, vai pedir o prontuário de atendimento dele no posto de saúde do Guanandi, onde o rapaz deu entrada duas vezes e, na última, saiu em estado grave, direto para a Santa Casa, aonde veio a óbito. Familiares suspeitam que houve negligência médica. 

O irmão gêmeo dele, Herlon Sambrana Maia, de 29 anos, disse que a intenção é saber como foi feito o atendimento, quais as medicações e as doses prescritas.

“Não estamos acusando ninguém, mas queremos saber o que aconteceu lá”, disse, ao contar que, no sábado (14), quando o irmão retornou, pela segunda vez, à unidade de saúde, já inconsciente, a equipe médica perguntou, reiterada vezes, se Helton era usuário de drogas ou tomava remédio para emagrecer.

A família suspeita que Helton tenha sido medicado de forma errada e, por isso, o quadro pode ter se agravado. Na sexta, quando o músico começou a passar mal, ele foi levado para o posto de saúde do Guanandi, por volta das 23h30. Lá, de acordo com relatos, o rapaz tomou soro e foi liberado, mas, no dia seguinte, acordou inconsciente. Não reconhecia nem o irmão.

Voltou, novamente, ao posto, onde foi encaminhado, segundo Herlon, diretamente para a emergência. “Coloram ele em uma maca e começaram o procedimento. Como ele estava agitado, o amarraram. Depois, perguntaram se ele usava droga, porque parecia que estava drogado, mas já era sintomas da meningite, só que eles não trataram como isso”, suspeita.

O paciente, afirmou, já em estado grave, “roxo”, com o tórax e o pescoço inchados e com dificuldade para respirar, foi entubado e, por volta das 12h, encaminhado à Santa Casa de Campo Grande. No hospital, Herlon também afirma que a família ficou sem informações e só foi atendida, depois de muita insistência, às 17h, por uma enfermeira que tranquilizou a todos. Só depois das 21h é que um médico teria saído para falar com os familiares. “Ele falou que o estado era muito grave e que o Helton poderia vir a óbito”, relatou.

Embora esteja descontente com o atendimento dispensado no hospital, o músico afirma que a família quer saber mesmo o que aconteceu no posto de saúde do Guanandi. “Acho que eles trataram como usuário de droga e derem o medicamento errado. Não suspeitaram de meningite. Não pediram nem um exame de sangue”, declarou, ao dizer que ainda não sabe como vai pedir os prontuários, mas cogita, se necessário, acionar uma assessoria jurídica.

A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o atendimento dispensado ao músico Helton Sambrana foi realizado em tempo hábil e tudo o que a equipe médica do hospital poderia fazer, foi feito. Aos familiares que se sentiram descontentes com o atendimento dispensado, a orientação é procurar a diretoria da unidade para formalizar a reclamação porque, só assim, a entidade poderá melhorar cada vez a qualidade da prestação de seus serviços.

A reportagem do Campo Grande News procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, mas ainda não obteve retorno.



Eu sei bem como é o atendimento do posto do guanandy. O meu marido estava com pressão alta, foi atendido rápido, mas na hora de fazer o eletrocardiograma, já que também é cardíaco, o aparelho não funcionava. Foi medicado, mas a pressão só medida na entrada e saída...A saúde em Campo Grande esta falida.
 
Adelanir Moraes em 19/07/2013 10:24:58
Eu já trabalhei na associação paulista de medicina e sei como muitos médicos não tem a minima noção de diagnosticar um paciente. Muitos são assassinos legalizados pelo sistema, quando as pessoas morrem eles vem com a cara de pau e dizem q fizeram tudo. A maior parte desses óbitos é negligência mesmo. A família do músico tem que apurar mesmo.
 
ismael santos em 19/07/2013 10:18:51
que deus o abençoe a familia e de força a todos?

ai esta os nossos medicos que nos confiamos todos os postos são assim mesmo ?
so tem muito profissional de meia equartea
 
denivaldo silva em 19/07/2013 08:09:55
Sr. Carlos Roberto, leia de novo a reportagem, as famílias querem saber do prontuário, saber se houve erro médico, pois sabemos que em Campo Grande ocorre muitos erros, por isso que os médicos brasileiros precisam também da prova de revalidação. Os médicos têm o hábito de dar o diagnóstico sem fazer exames, quando o senhor mesmo for atendido num posto de saúde, certamente vai tomar dipirona.
 
Luiz Carlos em 18/07/2013 22:03:33
Isso é agora, vc vai ver se vierem os cubanos.
 
Milton Santolaia Miguel em 18/07/2013 18:33:18
O rapaz morreu de uma doença gravíssima e a culpa é dos profissionais de saúde? Ainda bem que eu não sou médico, senão mudava de profissão. Deve ser horrível sair de casa todos os dias pra tentar salvar vidas e voltar sendo acusado de tira-las.
 
Carlos Roberto em 18/07/2013 17:25:57
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