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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

18/06/2009 16:55

Feirão de imóveis da Caixa é para orçamento de poucos

Redação

As opções de imóveis disponíveis no 5º Feirão Caixa da Casa Própria não cabem em qualquer bolso.

Várias são as histórias de quem saiu frustrado do evento, realizado de hoje até sábado (20) no auditório do Sebrae, em Campo Grande, sem encontrar opção de compra mesmo com renda mensal de R$ 2 mil.

A própria organização já alerta que o mercado é mesmo selecionado, destinado à compradores da classe média.

De acordo com o presidente do Secovi/MS (Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul), Marcos Augusto Netto, há cerca de 3 mil imóveis disponíveis para negócio, por meio dos 35 stands de imobiliárias e empresas ligadas ao segmento.

Os preços variam, mas sempre acima de R$ 50 mil, podendo passar de R$ 1 milhão. Segundo o presidente da entidade, que acompanha os trabalhos no Feirão, cerca de 30% disponíveis têm valor acima de R$ 300 mil, e são considerados de luxo.

O restante, 70% dos imóveis, está na faixa de até R$ 200 mil. Os de R$ 100 mil, explica Netto, concentram-se predominantemente em bairros 'consolidados' da Capital, com escolas, comércios e serviços próximos.

"O público dessas localidades é fiel, e não abre mão de morar ali", explica. Entre os chamados consolidados, estão os bairros Amambaí, Taveirópolis e Vila Alba.

Já as casas consideradas mais acessíveis, de R$ 50 mil a R$ 90 mil, estão localizadas nas saídas da cidade, em áreas mais afastadas do centro. Os de luxo estão em áreas nobres, como o Jardim dos Estados.

Setor - Marcos Netto destaca a importância do evento para o segmento imobiliário do Estado. Segundo ele, estão disponíveis em imóveis R$ 500 milhões, que deverão ser negociados no decorrer deste ano.

Ele afirma que a oferta de imóveis do Feirão apenas para lançamentos, estimada em R$ 136 milhões, irá ultrapassar a arrecadação de IPTU do município neste ano.

Para Netto, o setor imobiliário é a 'engrenagem' econômica. E, apesar da crise, a redução dos juros e os incentivos oferecidos pelo Governo Federal têm contribuído para que as pessoas apostem no financiamento para conseguir um imóvel.

Facilidades - O Feirão oferece, por meio da Caixa Econômica Federal, financiamento de até 100% para imóveis de R$ 50 mil a R$ 100 mil, garante o gerente regional de negócios, João Batista Andrade Filho.

Já a taxa de juros varia de 4,5% a 11,5%, de acordo com o imóvel escolhido e com a renda do cliente. As vantagens podem aumentar para casos específicos, como o dos servidores federais, que podem financiar imóveis em 360 meses à taxa de 4,5%.

Ainda não foi dessa vez - Apesar do financiamento proposto, muita gente não conseguiu realizar o sonho da casa própria por meio do evento. "Eu achei que ainda não está acessível para as pessoas como eles falaram", reclama a comerciante Elba Monje, de 52 anos.

Ela foi com o filho procurar um imóvel que se encaixe na renda familiar de R$ 1.500,00, mas diz que ficou decepcionada com as opções. Mesmo o imóvel teoricamente mais acessível para a família, um conjunto habitacional em uma das saídas da cidade, não coube no orçamento. "Ou você come, ou você paga a casa", diz.

"Pra quem tem renda de até R$ 2 mil é inviável", destaca o filho de Elba, o representante comercial Gabriel Monje, de 27 anos. Segundo ele, a opção de financiamento oferecida para o conjunto habitacional, mesmo com o incentivo do Governo, foi a de uma parcela de R$ 490,00 mensais, mais R$ 4 mil a cada seis meses. A quantia deveria ser paga 16 meses antes de ele receber o imóvel.

Para a dona de casa Gleice Kelli Amaral, de 26 anos, que foi com o marido procurar uma casa, os preços não agradaram. "Eu acho que R$ 110 mil para um apartamento na saída da cidade é caro", afirma. Para Gleice, que veio de Londrina (PR) há apenas três anos, o preço dos imóveis em Campo Grande é alto.

Já o servidor público Leandro Bonfim, de 33 anos, que foi com a noiva pesquisar o preço dos imóveis, a surpresa foi positiva. "Não é difícil o acesso. Pensei que fosse mais caro", confessa. Mesmo assim, ele quer analisar as propostas, antes de fechar negócio.

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