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Cidades

Filha de Siqueira é solta após ficar presa por 12 dias

Por Redação | 07/05/2010 22:51

A filha de Genival Siqueira, Flávia Siqueira, foi solta na noite desta sexta-feira no 3º Distrito Policial, local onde estava presa desde o dia 27 de abril. Sua prisão foi revogada pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Olivar Augusto Roberti Coneglian.

Ontem a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) apresentou o relatório final sobre a investigação do caso Siqueira, envolvendo a família do ex-garagista acusado de formação de quadrilha e estelionato.

O inquérito concluído tem 850 páginas e apresenta denúncias de 25 vítimas contra o ex-empresário e outras 5 pessoas da família. O prejuízo chega a R$ 345.545.

De acordo com o delegado Adriano Garcia Geraldo a apuração confirmou o dolo, ou seja, a consciência de que as ações da família eram criminosas. A Siqueira Automóveis funcionou por 27 anos na avenida Bandeirantes e começou a apresentar problemas financeiros no começo de 2006, fechando as portas em dezembro de 2008.

Ao terem ciência de que o negócio afundava em dívidas a família optou por não declarar falência e continuar no mercado. A mudança de endereço na mesma avenida dava provas de que a situação era difícil. A investigação mostra também que todos os 5 presos tinham participação no que o delegado chamou de "fábrica de golpes".

"A prática mais recorrente era quando a pessoa ia até a garagem vender um carro e recebia com cheque sem fundos. Eles tinham um forte poder de argumentação. Teve pessoas que esperavam até 6 meses para receber um dinheiro e acabou sem nada. Há casos de cheques em nome da Fábia, preenchido pela Flávia, assinado pelo Genival e pré-datado pela Ione. Eles tinham facilidade em assinar contratos e cheques, o que comprova a participação nas ações criminosas", detalhou Adriano.

Na hierarquia dos golpes, Genival encabeça a lista de responsáveis, seguido de Fábia, Flávia, Aparecida e Ione têm a menor participação nos crimes. Outros crimes apurados mostram o repasse de carros financiados a terceiros, que perderam o valor investido e não continuaram com o veículo.

A investigação durou 17 meses por conta da dificuldade em encontrar os envolvidos. Genival Siqueira esteve foragido em Goiânia (GO), Londrina e Maringá, no Paraná, e em propriedades rurais no interior de Mato Grosso do Sul. Fábia foi presa em Engenheiro Coelho, interior paulista, onde cursava faculdade e trabalhava com loteamentos residenciais.

Genival e Ione continuam em prisão, mas já tem pedido de liberdade protocolado.

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