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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

02/02/2017 17:25

Formada na UFMS, médica divulgou dados sigilosos sobre saúde de Marisa

Mensagem sobre a internação da mulher de Lula foi enviada a grupo no WhatsApp de outros profissionais formados em MS

Anahi Zurutuza
Campus da UFMS em Campo Grande (Foto: Arquivo)Campus da UFMS em Campo Grande (Foto: Arquivo)

Uma médica do Hospital Sírio-Libanês compartilhou pelo WhatsApp dados sigilosos sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia, horas depois que a mulher de Luiz Inácio Lula da Silva foi internada. Conforme apurou o jornal O Globo, a reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, é formada na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e teria divulgado a informação em um grupo da turma que concluiu o curso em 2009.

A médica confirmou no grupo intitulado “MED IX” que Marisa estava no pronto-socorro com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral hemorrágico de nível 4 na escala Fisher — considerado um dos mais graves — prestes a ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva.

A mensagem motivou manifestações de ódio de outros profissionais do grupo. Um colega de Gabriela o médico residente em urologia Michael Hennich fez comentário maldoso quando Gabriela disse que dona Marisa não tinha sido levada, ainda, para a UTI: “Ainda bem!”. A médica respondeu com risadas.

Michael disse ao O Globo que não ironizou a gravidade da saúde da paciente, mas se referiu a um erro do corretor ortográfico do telefone da colega, que trocou UTI por URO.

Outro médico do grupo, Richam Faissal Ellakkis, também comentou o quadro de Marisa. “Esses fdp (sic) vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento, daí já abre pupila e o capeta abraça ela”, escreveu.

De acordo com o Código de Ética Médica, profissionais de saúde não podem permitir o acesso de terceiros a prontuários de pacientes.

Em nota, a direção do Sírio-Libanês informou ter “uma política rígida relacionada à privacidade de pacientes” e repudiou a quebra do sigilo das informações. “Por não permitir esse tipo de atitude entre seus colaboradores, a instituição tomou as medidas disciplinares cabíveis em relação à médica, assim que teve conhecimento da troca de mensagens”, completou a nota enviada para O Globo.

O jornal não conseguiu contato com Gabriela e com Richam. Marisa foi internada no dia 24 de janeiro e teve morte cerebral ontem (1º).



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