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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

05/10/2010 11:08

Funai pede ao MPF para investigar morte de criança no HR

Redação

A coordenação da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Campo Grande pediu ao MPF (Ministério Público Federal) que investigue a responsabilidade pela morte da índia Terena Vanessa Rodrigues Gabriel, de 11 anos, ocorrida no dia 28 de setembro, no HR (Hospital Regional) de Campo Grande.

A menina estava aguardando desde 16 de setembro uma medicação de custo alto, cujo fornecimento foi negado pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde), órgão responsável pelo atendimento aos índios no País.

O pedido de investigação foi protocolado ontem e agora deve ser encaminhado a um procurador que cuida da causa indígena.

Vanessa morreu na semana passada no hospital, depois de esperar vários dias pelo medicamento Rituximab, droga que tem custo de R$ 5,7 mil por ampola de 50 ml.

A criança sofria de lúpus, doença crônica que afeta vários órgãos do corpo e já estava com o rim comprometido. A medicação havia sido prescrita para ela no ambulatório no dia 16 de setembro, mas não foi fornecida pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde), responsável pela saúde indígena, sob o argumento de que o hospital deveria fornecer o remédio.

Enquanto a menina aguardada o remédio, HR, Funasa e Funai trocaram ofícios a respeito. No primeiro ofício, datado de 20 de setembro e assinado pelo coordenador regional da Funai, Edson Fagundes, a fundação solicita à Funasa que seja fornecida a medicação.

No dia 22 de setembro, o coordenador regional da Funasa, Flávio da Costra Britto Neto, respondeu que o HR, onde Vanessa estava em tratamento, deveria providenciar o medicamento pois recebe recursos para a atenção especializadas aos povos indígenas, enquanto a Fundação tem a função de garantir a atenção básica apenas.

Diante da resposta, no dia 27 de setembro, o coordenador da Funai encaminhou novo ofício ao Hospital Regional, com o alerta "urgente", e para tentar conseguir o remédio mais rapidamente

O diretor técnico e de assistência do HR, Alexandre Frizzo, informou ontem que o hospital liberou o medicamento, mas não houve tempo para que a menina usasse.

Ele contrapõe o argumento da Funasa e diz que era obrigação sim, fornecer o medicamento quando Vanessa estava em tratamento ambulatorial

A menina morreu apenas 8 dias após completar 11 anos. Ela veio da Terra Indígena Buriti, localizada nos municípios de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, para se tratar em Campo Grande.

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