A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

19/10/2013 09:11

Governo aumenta em 56% verba da UEMS para construir nova sede

Lidiane Kober e Edivaldo Bitencourt

O Governo do Estado prevê aumento de 56,19% no orçamento da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) no próximo ano, conforme peça orçamentária, enviada dia 15 à Assembleia Legislativa. O crescimento, segundo o presidente da Aduems (Associação dos Docentes da universidade), Wilson Brum Trindade Júnior, será revertido na construção de unidade em Campo Grande e de novo bloco em Dourados e não atende o apelo da comunidade escolar por mais recursos para custeio e melhorias nos campus.

De acordo com o Orçamento do Estado de 2014, a meta do governo é destinar R$ 178,12 milhões, R$ 64,16 milhões a mais do que os R$ 113,96 milhões previstos para este ano. Do total, R$ 53,5 milhões deverão ser aplicados na construção da unidade da UEMS na Capital, com curso de medicina e na construção do Bloco “G”, em Dourados.

Com base nos números, divulgados no lançamento do programa MS Forte 2, serão destinados R$ 10,66 milhões a mais para à faculdade em 2014. O total é 9,3% maior ao repassado no ano passado. Por outro lado, a previsão é de a arrecadação do Estado crescer 12,77% e atingir pouco mais de R$ 12 bilhões.

“Mais uma vez o governador (André Puccinelli), repassará à universidade valor inferior ao percentual de crescimento da receita do Estado. Por isso, ele acabou com a lei que vinculava a arrecadação com o repasse à instituição. Antes, a previsão era destinar 3% da receita, mas, hoje, o repasse não passa de 1,3%”, disse o presidente da Aduems.

O resultado, segundo ele, é o sucateamento da universidade. “Faltam laboratórios, equipamentos, acervos bibliográficos e as salas estão se deteriorizando por falta de investimentos”, comentou. “O acadêmico sofre por ter uma formação mais teórica e menos técnica”, emendou. Atualmente, 94% da receita repassada à instituição é revertida no pagamento da folha salarial.

Novas unidades - A unidade em Campo Grande será feita ao lado do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul0, na saída para Aquidauana. Segundo o governo, o campus atenderá em média 1,8 mil alunos e mais 24 mil usuários de serviços de saúde por ano, após o sexto ano de implantação da faculdade de medicina. 

Sobre a ampliação da unidade de Dourados, a previsão é abrir mais 500 vagas. Juntas, de acordo com o Executivo, as duas unidades deverão gerar mais de 350 empregos na educação superior.

Empresa vence licitação para iniciar obras do campus da UEMS na Capital
Inclusa no pacote de obras do MS Forte 2, a construção do campus da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande deu o primeiro...
Operação investiga irregularidades na concessão de bolsas de estudo
A Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram hoje (17) a Op...


Depois de vários protestos e ter retirado a autonomia da instituição, fez algo que nada é do que obrigação.
 
reinaldo noruega em 19/10/2013 20:02:21
O governo não melhora as condições dos cursos que já existem na universidade, mas implanta um de medicina. Acontece que medicina dá uma publicidade maior. Enquanto isso, quem já estuda nas unidades de Campo Grande não dispõe sequer de um laboratório de informática, uma biblioteca decente ou (pasmem) uma cantina e uma copiadora. Os cursos de Letras e Pedagogia estão em uma escola estadual que foi desativada. Os acadêmicos não têm a mínima estrutura necessária e, serão os professores que ajudarão a formar nossas crianças e adolescentes. Não sou contra o curso de medicina, quero apenas deixar aqui um alerta pois nossos representantes muitas vezes agem com vista aos seus próprios interesses. Povo informado não se deixa manipular.
 
Roselaine Santana da Silva em 19/10/2013 10:49:16
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions