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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

24/03/2017 11:34

Governo desiste de cortar ponto, mas manda professor grevista repor aulas

De 15 a 17 de abril, diversos profissionais pararam atividades em protesto contra reforma da Previdência

Mayara Bueno
Manifestantes foram às ruas para protestar contra projeto. (Foto: André Bittar/Arquivo).Manifestantes foram às ruas para protestar contra projeto. (Foto: André Bittar/Arquivo).

O Governo de Mato Grosso do Sul resolveu não cortar o ponto de professores que, de 15 a 17 deste mês, aderiram à paralisação em protesto contra a reforma da Previdência. Por outro lado, determinou a reposição das aulas para os 257 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino em abril, maio e junho.

Conforme nota da SED (Secretaria de Estado de Educação), os profissionais terão de repor as faltas em 1º de abril, 6 de maio e 3 de junho. Todas as datas caem no sábado.

Até então, o Executivo Estadual afirmava que descontaria do pagamento os dias sem aula. Mas, para evitar “prejuízos financeiros” e evitar atingir os que não aderiram à paralisação, optou pela reposição.

Ainda de acordo com a secretaria, as datas só não estão definidas nas cidades onde o transporte escolar é indispensável, as coordenadorias regionais de Educação vão, em conjunto com as prefeituras, propor outros dias de reposição.

Escolas de 32 cidades aderiram à paralisação, que durou três dias. (Foto: André Bittar/Arquivo).Escolas de 32 cidades aderiram à paralisação, que durou três dias. (Foto: André Bittar/Arquivo).

No primeiro dia de greve, escolas de 32 municípios fecharam as portas e em Campo Grande somente cinco mantiveram suas atividades. Até então, o governo não sabia ainda quantos profissionais tinham aderido à paralisação.

“O Governo do Estado reforça ainda que a relação com os profissionais da Educação é sustentada no respeito e na valorização da categoria, com investimentos em formação continuada e pagamento do maior piso salarial dos professores do Brasil”, traz a nota divulgada nesta sexta-feira (24).

Na semana passada, trabalhadores de diversas áreas pararam suas atividades para aderir ao movimento nacional. Entre outros pontos, a proposta, enviada ao Congresso Nacional pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), ano passado, está o estabelecimento de idade mínima de 65 anos de idade para os contribuintes se aposentarem. Que quiser deixar o trabalho, terá de contribuir por 49 anos.



"Mandou repor", essa é boa! Nunca dissemos que não reporíamos, até porque sabemos do direito do aluno à sua carga horária. Mas, se o governador cortasse o ponto, não teríamos a obrigação de repor.
 
Dalva Silva Ramalho em 24/03/2017 16:43:51
EU FALEI E ACERTEI....vejam o que escrevi durante a greve:
O governador blefa, a FETEMS endurece e a população perde. Sempre foi assim; em todos os governos a gente vê os governadores dizendo que vão punir os trabalhadores e depois fazem as negociações com os sindicalistas e perdoa todo mundo. Isto acontece porque eles sabem que a categoria não é composta apenas por gente da esquerda e os políticos dependem dos votos deles e de seu familiares, outro detalhe; os governantes, também, sabem que devem muito para essa categoria, agora mesmo já está enrolando para pagar um reajuste que há muito tempo foi acordado, que seria a partir do mês Janeiro, então o governo vai acabar pagando essa diferença quando quiser e sem correção. Não seria mais fácil tratar todo o funcionalismo com retidão e assim exigir uma melhor qualidade de atendimento à população.
 
Ezequiel em 24/03/2017 12:36:38
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