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Cidades

Governo propõe reajuste de 4,37% a professores e 100% do piso até 2022

Aline dos Santos e Ricardo Campos Jr. | 20/05/2015 19:15
Segundo presidente da Fetems, proposta é viável. (Foto: Marcelo Calazans)
Segundo presidente da Fetems, proposta é viável. (Foto: Marcelo Calazans)

Com indicativo de greve aprovado para segunda-feira, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) recebeu do governo do Estado proposta de reajuste de 4,37% em outubro deste ano e a integralização do piso dos professores até 2022. Em janeiro de 2016, a administração se compromete a fazer a correção anual do valor.

De acordo com o presidente da federação, Roberto Magno Botareli Cesar, caso a categoria aceite o reajuste previso para outubro, o salário vai chegar a 73,79% do piso nacional dos professores. Atualmente, segundo ele, a rede estadual paga 69,42% do valor. Hoje, para chegar ao piso da categoria, o salário em Mato Grosso do Sul teria que passar dos R$ 1.331 para 1.917,78.

Até 2022, a cada mês de outubro seria concedido mais 3,74% até chegar a 100% do piso. Nesta quarta-feira, a proposta foi discutida em assembleia na Fetems e amanhã será debatida em reuniões municipais.

Para o presidente da federação, a proposta é viável, mas Roberto Botareli lembra que o ideal seria aumento de 10,98% agora e que o restante fosse em seis anos. Porém, com o reajuste de 13% em janeiro de 2015, os professores terão mais de 17% de aumento em ano de crise econômica. No Estado, são 20 mil profissionais,

Contudo, a negociação pode emperrar devido à data base para os administrativos da Educação, que somam 6.200 servidores. Com o reajuste zero, eles vão ficar sem aumento até maio de 2016. A proposta é antecipar a data base para janeiro.

Se a proposta do governo for recusada, os 26 mil trabalhadores cruzam os braços a partir do dia 25 de maio.

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