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Campo Grande, Terça-feira, 28 de Março de 2017

26/11/2016 18:05

Grupo acampa na frente do MPF em protesto contra a corrupção

Manifestantes não querem anistia de políticos e partidos que cometeram o crime de caixa dois, previsto em projeto de lei

Yarima Mecchi e Elci Holsback
Grupo está acampado em canteiro central da Avenida Afonso Pena (Foto: Marina Pacheco)Grupo está acampado em canteiro central da Avenida Afonso Pena (Foto: Marina Pacheco)

Um grupo com 7 pessoas está acampado no canteiro da Avenida Afonso Pena na frente do MPF (Ministério Público Federal) em Campo Grande em protesto contra a corrupção no Brasil. Os manifestantes são contra o PL (Projeto de Lei) 4850/16 que tramita na Câmara dos Deputados em Brasília (DF) e estabelece medidas contra a corrupção.

De acordo com o texto do PL, caixa dois começa a ser crime, mas o que não agrada os manifestante é a anistia dos que já cometeram o ato antes da lei entrar em vigor. Os manifestantes afirmam que vão se revezar até o dia 4 de dezembro, quando vão fazer o manifesto que sai da Praça do Rádio e vai até Cidade do Natal, no altos da Avenida Afonso Pena.

Os integrantes do grupo afirmam que na terça-feira (22), durante a votação do PL no Congresso Nacional, os políticos tentaram fazer pegadinhas se escondendo atrás do voto partidário ou de legenda. "Estavam se auto inocentando de seus crimes", disse a aposentada Mirian Gimenes.

No próximo dia 4 haverá manifesto nas ruas da cidade (Foto: Marina Pacheco)No próximo dia 4 haverá manifesto nas ruas da cidade (Foto: Marina Pacheco)

Para os manifestantes, o Impeachment da ex-presidente Dilma Roussef foi uma vitória. "A partir disso foi possível perceber que o brasileiro acordou", acredita a aposentada.

Quanto ao governo do presidente Michel Temmer os manifestantes disseram que ainda precisa melhorar. "Está mais ou menos, está difícil mas optamos pela via da manutenção do tratamento para o problema. Acreditamos na solução senão não estaríamos aqui", acrescentou Mirian.

Com cartazes que pedem apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável para Operação Lava Jato que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influências entre outros crimes cometidos por políticos e empresários, os manifestantes se dizem acreditar em mudança.

"Queremos uma gestão voltada ao povo", declarou a representante comercial, Soraia Bacciotti.




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