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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/07/2011 11:32

Instituto rebate Acrissul e diz que expedição não quer propaganda

Fabiano Arruda

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Instituto SOS Pantantal rebateu as críticas feitas pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) e afirmou que o Projeto Expedição Pantanal, lançado no dia 10 deste mês, não busca propaganda do instituto nem uma agenda negativa do Pantanal.

Segundo o órgão, o projeto é “sério”, começou a ser elaborado em 2009, e irá mapear, por meio de nove rotas desenhadas, iniciativas voltadas à sustentabilidade na região da Bacia do Alto Paraguai para conhecer práticas ambientais, sociais e econômicas.

Pelo fato do Pantanal se tratar de um dos biomas mais conservados do País, informa a Oscip, os produtores rurais realizam atividades de maneira diferenciada e a Expedição Pantanal quer divulgar estas práticas.

“O projeto não visa realizar uma avaliação ou auditoria socioambiental das atividades do Pantanal e sim uma identificação de processos sustentáveis que vêm contribuindo para a qualificação do desenvolvimento do Pantanal ao longo de sua história”, diz um trecho da nota.

O SOS Pantanal garante ainda que as visitas nas propriedades rurais são feitas após agendamentos, feitos com antecedência, para não atrapalhar a rotina nos locais. Além disso, afirma que o resultado da expedição vai ser divulgado em eventos e publicações.

”O Instituto SOS Pantanal acredita que junto com os produtores pantaneiros e outros atores da região podem contribuir para manutenção das práticas que hoje conservam o Pantanal”, diz o órgão.

Crítica - Ontem, também por meio de nota, a Acrissul considerou nociva a presença do instituto no Pantanal, além de considerar que a iniciativa tem caráter midiático e que ONGs costumam atuar desta forma interessados em receber recursos internacionais.

A nota também sinalizou que a expedição divulgaria somente aspectos negativos da presença humana no Pantanal e alegou, em contrapartida, que estudos indicam que a região tem 87% de sua área totalmente preservada e convive harmonicamente com a pecuária há mais de 200 anos.

A Acrissul declarou ainda que os proprietários pantaneiros teriam traçado o roteiro “sem comunicar a ninguém, nem a proprietários, nem a associações de classes, ou mesmo consultou a Embrapa-Pantanal, que está na região há 30 anos e é a maior autoridade científica da região”.



A Acrisul, através de sua liderança, utilizou-se deste magnífico projeto para sua campanha eleitoreira.
 
José Carlos em 24/07/2011 07:47:34
Apenas uma tentaviva da acrissul de desmoralizar o projeto.
Mas é certo que fazendeiros, com raras exceções, não fazem nada para preservar o pantanal. Muito pelo contrario.
 
ricardo griao em 21/07/2011 12:16:55
Meu dileto amigo Boni,quem destruiu o Taquari não foram os pantaneiros.Ao contrário,sempre conviveram harmoniosamente com o rio. Quem praticou tal ofensa ao Taquari foram os primeiros plantadores de soja e milho,que chegaram à cabeceira do mesmo.Com pouca tecnologia,e muita vontade de produzir,não se atentaram para a fragilidade do belo rio.Cuidado tem-se que ter com estas ONGs.
 
Ronaldo Ancél Alves em 21/07/2011 07:45:19
Só uma dúvida. Quem é mesmo que vai pagar pela degradação criminosa, por exemplo, do rio Taquari? Quem paga de imediaato é a natureza, a vida - mas, para recuperá-lo quem vai pagar é o contribuinte. Ou seja, nós. Ou alguma entidade representantiva como a Acrissul vai pagar?
 
Boni Miranda em 20/07/2011 05:44:42
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