45 dias após tragédia, polícia ainda apura descarga elétrica em tirolesa
Dois rapazes acabaram morrendo em acidente; polícia ainda não concluiu investigação
Quarenta e cinco dias após o acidente em uma tirolesa que terminou com a morte de dois jovens na zona rural de Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ainda não concluiu o inquérito e segue apurando a suspeita de descarga elétrica na estrutura.
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ainda não concluiu o inquérito sobre a morte de dois jovens em uma tirolesa na zona rural de Bonito, 45 dias após o acidente. A principal suspeita é de descarga elétrica na estrutura metálica, que possuía fiação antiga e pontos desencapados. O local, Estância Walf, não tinha alvará de funcionamento e havia sido alugado para um casamento.
A reportagem do Campo Grande News tentou obter informações sobre o andamento da investigação. Nesta quinta-feira (9), a polícia informou apenas que foi solicitado novo prazo para prosseguimento das apurações. “Por enquanto não tem atualizações para repassar”, respondeu a corporação.
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Desde o início, a principal linha investigativa considera a hipótese de fuga de energia. Em nota divulgada na época, a Polícia Civil informou que equipes estiveram no local para levantamentos iniciais e realizaram testes na rede elétrica da estrutura, porém “até o momento, não foi possível identificar a origem da possível fuga de energia”.
Na manhã seguinte ao acidente, policiais e peritos retornaram à propriedade com equipamentos específicos para aprofundar os exames periciais e esclarecer a dinâmica dos fatos. A perícia identificou que toda a estrutura da tirolesa era metálica e que, no topo da torre, havia um sistema de iluminação com fiação antiga e pontos desencapados. A suspeita é de que essa condição tenha energizado a estrutura e provocado o choque.
Também foi constatado que a Estância Walf, onde ocorreu o acidente, não possuía alvará de funcionamento. O local havia sido alugado por três dias para a realização do casamento de familiares das vítimas.
Acidente - Conforme informações do Corpo de Bombeiros, na manhã do dia 22 de fevereiro familiares e amigos estavam tomando banho de rio quando decidiram utilizar a tirolesa instalada sobre uma lagoa.
Ao participar da atividade, Pedro Henrique de Jesus Martins submergiu e não voltou à superfície. Gustavo Henrique Camargo dos Santos estranhou a situação e entrou na água para procurar o amigo, mas também acabou se afogando. As vítimas foram socorridas por familiares e levadas por meios próprios ao Hospital Darci João Bigaton.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h e deu continuidade ao atendimento de Gustavo, que precisou passar por manobras de reanimação ainda na viatura da corporação. Ele chegou ao hospital sem pulso, mas a equipe conseguiu reverter a parada cardiorrespiratória.
Apesar de estabilizado, permaneceu inconsciente e foi transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, em estado gravíssimo. Gustavo não resistiu e morreu na noite de domingo (22), tornando-se a segunda vítima do acidente.
Familiares relataram à polícia que, além da suspeita de descarga elétrica, os dois homens acabaram submersos e perderam os sentidos. Quando os bombeiros chegaram ao local, devido à distância, as vítimas já estavam sendo levadas por pessoas que participavam da confraternização.
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