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Cidades

Exceção em projeto de adoção, há 2 meses bebê com saúde frágil espera família

Idealizadora, juíza pede que alguém "queira amá-lo até o final"

Por Cassia Modena | 08/07/2026 08:51
Exceção em projeto de adoção, há 2 meses bebê com saúde frágil espera família
Menininho precisa de cuidados constantes e de uma família que possa dar acolhimento e amor (Foto: Divulgação/Núcleo de Adoção do TJMS)

A adoção de bebês entregues voluntariamente em Mato Grosso do Sul costuma ser muito rápida. Nos 14 anos em que um projeto dedicado a isso existe na Vara da Infância, Adolescência e do Idoso de Campo Grande, houve apenas uma exceção.

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Um bebê de aproximadamente dois meses espera adoção em Campo Grande (MS) após ser preterido por famílias cadastradas no Sistema Nacional de Adoção devido a problemas cardíacos, renais, fenda palatina, lábio leporino e expectativa de vida curta. A juíza Katy Braun, idealizadora do projeto Dar à Luz, pede que alguém queira amar a criança até o fim. Interessados podem contatar o núcleo de adoção pelos telefones (67) 3317-3551 ou (67) 99107-5844.

É um menino que está com cerca de dois meses. Acabou preterido na fila de famílias cadastradas no Sistema Nacional de Adoção por ter nascido prematuro, com problemas cardíacos e renais, fenda palatina e lábio leporino. Questões de saúde que exigem cuidados constantes.

Tudo indica uma expectativa de vida curta para ele. “A gente precisa de alguém que queira amá-lo mesmo, até o final”, diz a juíza Katy Braun. Ela idealizou o projeto Dar à Luz, que orienta gestantes e formaliza todo o processo até a decisão da entrega ou não à adoção.

A equipe do projeto tem esperança de que algum interessado apareça e lembra que, em outros casos, um bebê com síndrome de Down e outro que viveu por apenas um ano conseguiram encontrar famílias.

Total - Foram realizadas 133 adoções dentro do projeto desde 2011. Este ano, já foram cinco.

O projeto prevê atendimento com assistente social, psicólogo, uma audiência em que a decisão deverá ser tomada, o prazo de 10 dias para se arrepender e o acompanhamento da mãe e bebê quando o desfecho é o de voltar atrás.

Como adotar ou entregar - Famílias que desejam acolher o bebê disponível precisam estar cadastradas no Sistema Nacional de Adoção. O núcleo de adoção do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul pode auxiliar o cadastro e o encaminhamento para a adoção.

Já mulheres ou pessoas LGBT+ que pensam em entregar um bebê para adoção podem procurar postos de saúde, hospitais, Defensoria Pública, Ministério Público ou o Fórum para comunicar a intenção e serem acompanhadas durante a gestação. Os contatos para ter mais informações são: (67) 3317-3551 (apenas ligações), (67) 99107-5844 (WhatsApp) e nucleodeadocao@tjms.jus.br.

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