Operação busca 4º membro da família Jafar; mãe e 2 filhos já estão presos
Giovanni Paroschi e o estrategista educacional Heyder Bartz continuam com mandados de prisão preventiva

Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na terça-feira (7), continua à procura de Giovanni Paroschi Jafar, que se tornou o quarto integrante da família Paroschi Jafar alvo da investigação. Além dele, também permanece com mandado de prisão preventiva pendente de cumprimento o estrategista educacional Heyder Bartz, conforme consulta ao BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões).
RESUMO
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A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco na terça-feira (7), segue à procura de Giovanni Paroschi Jafar, quarto integrante da família Paroschi Jafar investigado, e do estrategista educacional Heyder Bartz, ambos com mandados de prisão preventiva pendentes desde 24 de junho de 2026. A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.
Com Giovanni, quatro integrantes da mesma família passaram a figurar entre os investigados na operação. Já foram presos a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e os filhos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar. Giovanni é o único membro da família que ainda não foi localizado pelas autoridades.
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Conforme apurado pelo Campo Grande News, Giovanni é sócio-administrador da Bold Tech Ltda, empresa sediada na Rua Antônio Maria Coelho, cuja atividade principal cadastrada é a impressão de livros, revistas e outras publicações periódicas.
Olívia, Felipe e Giovanni são filhos de Mirched Jafar Júnior, empresário de Campo Grande e proprietário da tradicional Gráfica e Editora Alvorada. Ele faleceu por complicações da covid-19 em abril de 2021. Antes disso, porém, teve o nome estampado nos noticiários por ter sido alvo e preso na Operação Lama Asfáltica.
O outro investigado que ainda não teve o mandado cumprido é Heyder Bartz, que se apresenta nas redes profissionais como estrategista educacional e diretor executivo de projetos voltados à área de educação. Em seu perfil público, afirma atuar na liderança de iniciativas que unem inovação, desenvolvimento de metodologias e mentorias.
Os mandados de prisão preventiva contra Giovanni e Heyder foram expedidos pelo Núcleo de Garantias de Campo Grande e constam no BNMP com pendência de cumprimento desde 24 de junho de 2026.
Na decisão que autorizou as prisões, o Judiciário considerou haver indícios suficientes da participação dos investigados nos crimes apurados, entendendo que a medida é necessária para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal.
A operação foi deflagrada para cumprir 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO). Até a tarde de quarta-feira (8), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que as ordens judiciais ainda não haviam sido integralmente cumpridas.
Além da família Jafar, estão entre os presos identificados o ex-coordenador estadual de Regulação Assistencial Ed Carlo Britto Burgatt, a filha dele Jessyka Duarte Burgatt, o empresário Joatan Gomes Peixoto, proprietário da Editora Avante, o filho dele Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogério de Melo e o filho Douglas Henrique de Melo, além dos advogados Geancarlos Leal de Freitas e Gabriel Taquino de Paula.
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