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Interior

Advogado preso por feminicídio passa mal pela segunda vez em delegacia

Ele foi levado para ser ouvido, mas ficou em silêncio, em seguida passou mal e foi socorrido ao hospital

Por Mirian Machado | 06/05/2021 13:10
Alexandre sendo atendimento pelo Samu nesta manhã, após passar mal na delegacia (Foto: Marcos Donzeli)
Alexandre sendo atendimento pelo Samu nesta manhã, após passar mal na delegacia (Foto: Marcos Donzeli)

O advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, preso pelo assassinato da ex-namorada Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, voltou a passar mal na delegacia onde deveria prestar depoimento na manhã desta quinta-feira (6) em Nova Andradina, cidade a 300 km de Campo Grande.

Conforme apurado, o advogado foi levado à delegacia para ser ouvido, porém se reservou ao direito de ficar em silêncio. Pouco tempo depois começou a passar mal, foi socorrido com dores no peito e pressão alta e encaminhado ao Hospital da Cassems da cidade, sob escolta.

Após atendimento, o advogado deverá ser transferido para Campo Grande, onde há alojamento específico para profissionais da área, no presídio militar, localizado no complexo penitenciário da saída para Três Lagoas.

Alexandre estava internado em Dourados desde domingo (2), quando teve uma crise de hipertensão ao ser preso durante as investigações sobre o crime. O suspeito ficou em silêncio ao chegar na delegacia.

Na terça-feira (4), desembargadores da 3ª Câmara Criminal negaram pedido de liberdade ao advogado, argumentando que Alexandre tentou dificultar a investigação, escondendo pertences e lavando peças de roupas. Alexandre está em prisão temporária de 30 dias, desde o domingo (2), concedida pela Justiça a partir dos elementos da investigação que o apontaram como suspeito da morte.

Femicídio - O corpo de Fernanda Daniele Santos foi encontrado no dia 29 de abril, por volta das 6h20, em plantação de milho perto da MS-276, entre Nova Andradina e Batayporã. Fernanda foi degolada e o corpo arrastado para o local. A principal suspeita da polícia é de que o crime tenha motivação passional, contudo, as circunstâncias do feminicídio ainda estão sendo apuradas. Também não está descartada a participação de outra pessoa no crime. A polícia chegou até o advogado depois de encontrar prints de conversas dele com Fernanda armazenadas no notebook da vítima.

(Colaborou Marcos Donzeli, de Nova Andradina)

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