Alvo de operação atira em policiais e se rende após 50 minutos de negociação
Luis Carlos Laurindo acertou tiro no escudo de um dos agentes e foi preso por tentativa de homicídio

Luis Carlos de Matos Laurindo foi preso após atirar em policiais militares do Batalhão de Choque durante a Operação Pietra Cava, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em quatro cidades de Mato Grosso do Sul.
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Homem preso após atirar em policiais do Batalhão de Choque durante a Operação Pietra Cava, deflagrada pelo Gaeco em quatro cidades de Mato Grosso do Sul. Luis Carlos de Matos Laurindo, alvo de investigação por tráfico de cocaína, resistiu a mandado de busca em Ponta Porã e efetuou disparos contra agentes. Após 50 minutos de negociação, se rendeu. A operação cumpriu seis mandados de prisão e apreendeu armas, munições e dinheiro.
Morador na Rua Nossa Senhora de Fátima, na Vila Planalto, em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, Luis Carlos é um dos alvos da investigação contra a organização criminosa que usava empresa de marmoraria para transportar cocaína.
Em apoio ao Gaeco, a equipe do Batalhão de Choque foi ao endereço, mas Luis Carlos se recusou a cumprir o mandado judicial de busca e apreensão e disparou tiros na direção dos policiais. Diante da situação, equipes de apoio foram acionadas e medidas táticas de contenção, incluindo o uso de escudo balístico, foram adotadas.
Refugiado dentro da casa na companhia da mulher e de outras pessoas, o homem efetuou múltiplos disparos contra os policiais e chegou a atingir o escudo de um deles. A equipe do Choque revidou à agressão e também atirou, mas ninguém foi atingido.
Após 50 minutos de negociação, Luis Carlos Laurindo se rendeu e saiu da casa na companhia da esposa. Segundo a polícia, outras pessoas também estavam na residência e foram adotadas medidas para garantir a segurança de todos.
O homem foi contido e preso por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública. Durante as buscas no imóvel, foram apreendidos uma pistola calibre 380, munições, estojos deflagrados, projéteis, dinheiro em espécie e um celular. Os materiais foram entregues ao Gaeco. A perícia da Polícia Científica também foi acionada.
Luis Carlos foi levado para a Delegacia de Polícia Civil para ser autuado em flagrante. Segundo o Batalhão de Choque, não houve feridos entre os policiais e demais pessoas presentes. Um advogado vizinho da família acompanhou o cumprimento do mandado.
A operação – Conduzida pelo Gaeco, a Operação Pietra Cava cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã, Jardim, Campo Grande e Bonito.
As investigações revelaram que a organização criminosa usava a empresa de marmoraria para transportar cocaína em meio a cargas de pedras. Somente em 2025, quase 800 quilos de cocaína da quadrilha foram apreendidos em ações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na região de Guia Lopes da Laguna.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o nome da operação é uma referência ao modo usual como a organização criminosa transportava cocaína, em perfurações nas pedras de mármore, para ocultar a droga.
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