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Interior

Alvos de operação contra esquema de corrupção prestam depoimento no MP

Depoimentos começaram de manhã na sede da Promotoria de Justiça em Amambai

Por Helio de Freitas, de Dourados | 17/11/2023 14:01
Sede do MP em Amambai, onde investigados prestam depoimento hoje (Foto: Direto das Ruas)
Sede do MP em Amambai, onde investigados prestam depoimento hoje (Foto: Direto das Ruas)

Investigados no âmbito da Operação Laços Ocultos, por envolvimento em suposto esquema de corrupção montado na Prefeitura de Amambai, estão sendo interrogados nesta sexta-feira (17) por promotores de Justiça. Os depoimentos começaram de manhã e ocorrem na sede do MP na Avenida Pedro Manvailler, no centro da cidade localizada a 351 km de Campo Grande.

Foram convocados para as audiências os alvos dos 44 mandados de busca e apreensão cumpridos ontem em Amambai, Campo Grande, Bela Vista, Naviraí e Itajaí (SC). A reportagem apurou que os presos não estão no grupo e devem ser interrogados em outra data.

Entre os suspeitos ouvidos ontem estão atuais secretários municipais, ex-secretários, servidores, vereadores e empresários, principalmente no ramo de construção. O vereador Geverson Vicentim (PDT) foi um dos que prestaram depoimento. Inicialmente, havia informação de que ele teve a prisão decretada, mas estava foragido, mas sua assessoria informou que o pedetista foi alvo apenas de mandados de busca.

Dos seis investigados que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, quatro estão presos: o vereador Valter Brito da Silva (PSDB) e os engenheiros Jonathan Fraga de Lima, Joice Mara Estigarribia da Silva e Leticia de Carvalho Teoli Vitorasso.

Também não foi levado à audiência do período da manhã o engenheiro Mauricio Sartoretto Martinez, 57, funcionário concursado da prefeitura.

Alvo de mandado de busca, ele foi preso em flagrante com três armas e munições irregulares. Mirian de Carvalho, 54, mulher do vereador Valter Brito e também presa com armas ilegais, foi vista na sede do MP. A reportagem apurou que ela pagou fiança e foi colocada em liberdade ainda ontem.

Seguem foragidos um dos alvos cuja identidade é desconhecida e Jucélia Barros Rodrigues, fiscal de contratos da prefeitura e espécie de “braço direito” de Valter Brito. Os dois tiveram a prisão decretada, mas não foram encontrados durante as buscas desta quinta-feira.

A Operação Laços Ocultos é o desfecho de investigação iniciada pela 1ª Promotoria de Justiça de Amambai sobre atuação de organização criminosa que praticava corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraude em licitações e contratos públicos, além de lavagem de dinheiro.

Com participação de políticos, servidores municipais e empresários, o grupo teria desviado pelo menos R$ 78 milhões nos últimos seis anos através de fraude em licitações de obras e serviços de engenharia, principalmente por meio de empresas ligadas a familiares de Valter Brito.

A investigação apontou superfaturamento e inexecução parcial de obras e pagamento de propina a agentes políticos e servidores públicos municipais que deveriam fiscalizar as obras.

Matéria alterada às 17h11 para correção de informações.

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