Batayporã decreta emergência após vento forte destelhar casas e prédio público
Medida foi oficializada por decreto após tempestade com rajadas que causaram danos na cidade na semana passada
A Prefeitura de Batayporã, a 310 quilômetros de Campo Grande, decretou situação de emergência no município após os estragos provocados por uma tempestade com fortes rajadas de vento registrada no dia 9 de janeiro. O decreto publicado nesta sexta-feira (16) declara “Situação de Emergência” em razão de desastre classificado como tempestade local/vendaval, conforme normas da Defesa Civil Nacional.
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A Prefeitura de Batayporã, município localizado a 310 quilômetros de Campo Grande, decretou situação de emergência após uma tempestade com ventos de até 90 km/h causar destruição em diversos pontos da cidade no dia 9 de janeiro. O temporal danificou residências, prédios públicos e derrubou árvores. O decreto, válido por 180 dias, autoriza a mobilização de recursos e dispensa de licitação para atender às necessidades emergenciais. Entre os locais afetados estão o Centro de Referência de Assistência Social e a Capela Municipal. Não houve registro de vítimas, apenas danos materiais.
De acordo com o documento assinado pelo prefeito Germino Roz (PSDB), o município foi atingido por ventos que chegaram a velocidades próximas de 90 km/h, causando destruição em bairros e também na área central da cidade. A força do vento destelhou diversas residências e atingiu prédios públicos, entre eles o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e a Capela Municipal.
Além dos danos estruturais, a tempestade derrubou árvores em vias públicas, o que resultou em prejuízos à rede de distribuição de energia elétrica. Também houve registro de uma casa e um carro atingidos por galhos, conforme informações do Corpo de Bombeiros de Nova Andradina, que atendeu uma das ocorrências. Não houve registro de vítimas.
Imagens divulgadas nas redes sociais pelo prefeito logo após o temporal mostraram o Cras destelhado e árvores caídas em diferentes pontos da cidade. Na ocasião, ele informou que a Defesa Civil Municipal estava levantando os prejuízos e prestando assistência às famílias afetadas.
O decreto destaca que os danos materiais e ambientais exigem a mobilização de recursos humanos, institucionais e materiais para a resposta ao desastre, reabilitação das áreas atingidas e reconstrução. Um parecer técnico da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil embasou a decisão, com registro do desastre no Sistema Integrado de Informações de Desastres.
Com a situação de emergência reconhecida, o município está autorizado a mobilizar todos os órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil, convocar voluntários e promover campanhas de arrecadação para auxiliar a população atingida. O decreto também permite, em casos de risco iminente, a entrada em imóveis para prestar socorro ou determinar evacuação, além do uso temporário de propriedade particular.
A medida ainda autoriza a dispensa de licitação para contratações emergenciais necessárias ao enfrentamento da situação, respeitando os limites legais. O decreto tem validade de 180 dias a partir da data de publicação.
A tempestade ocorreu em um período em que havia alerta amarelo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para a região, indicando a possibilidade de chuvas acompanhadas por ventos fortes em Mato Grosso do Sul.


