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Interior

Bombeiros ainda trabalham para neutralizar efeito de gás em curtume

Por Elverson Cardozo Paula e Maciulevicius | 31/01/2012 23:33

Suspeita de que o acidente foi provocado durante abastecimento foi confirmado pela presidência do frigorífico

Corpo de Bombeiros vai passar a madrugada no local. (Foto: Marlon Ganassin)
Corpo de Bombeiros vai passar a madrugada no local. (Foto: Marlon Ganassin)

Cerca de 11 horas depois da tragédia que provocou a morte de quatro pessoas e deixou outras 23 intoxicadas, homens do Corpo de Bombeiros ainda trabalham para “neutralizar” o efeito do gás que vazou e ocasionou o acidente no curtume do frigorífico Marfrig, na manhã desta terça-feira (31), em Bataguassu, município distante 335 quilômetros de Campo Grande.

Com roupas especiais e máscaras de oxigênio, agora à noite os militares trabalham exclusivamente para neutralizar o efeito do gás e também verificam se há novos vazamentos para que o local volte à normalidade. Além disso, a equipe também estuda uma forma segura para eliminar a substância do local.

Para esta ação esta sendo utilizado um aparelho que identifica o tipo de gás e a quantidade presente no ambiente. Amostra será colhida para análise e perícia técnica.

A área onde ocorreu o vazamento está isolada em um raio de 100 metros. Apesar do susto, segundo os bombeiros, o gás não se espalhou para o resto do frigorífico.

Defesa Civil também esteve no local. (Foto: Marlon Ganassin)
Defesa Civil também esteve no local. (Foto: Marlon Ganassin)

A suspeita de que o acidente havia sido provocado durante o abastecimento de um tanque, foi confirmada pela própria empresa. Em nota, a presidência da Marfrig afirmou que o vazamento foi provocado durante descarregamento de produtos químicos realizados por uma empresa terceirizada.

Além do Corpo de Bombeiros, Ministério Público do Trabalho, policiais civis, militares, representantes da Defesa Civil, engenheiros, técnicos do trabalho, o setor administrativo e jurídico do Marfrig estiveram na área onde ocorreu o acidente.

A empresa optou por proibir o acesso da imprensa ao local. Funcionários do frigorífico também estão proibidos de comentarem o assunto.

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