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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

15/12/2017 15:15

Briga por herança motivou assassinato de ex-presidente de seção da OAB

O corpo de advogado foi encontrado na noite de quarta-feira e o sobrinho dele foi preso em flagrante pelo crime

Geisy Garnes
Corpo de ex-presidente da OAB de Aquidauana  foi encontrado na camionete carbonizada (Foto: Luiz Guido Júnior/O Pantaneiro)Corpo de ex-presidente da OAB de Aquidauana foi encontrado na camionete carbonizada (Foto: Luiz Guido Júnior/O Pantaneiro)

A briga por uma herança teria motivado o assassinato do ex-presidente da OAB de Aquidauana, Severino Alves de Moura, encontrado carbonizado dentro de uma caminhonete na noite de quarta-feira (13). O sobrinho da vítima, identificado como Willias Alves de Moura, de 31 anos, foi preso em flagrante pelo crime.

De acordo com o delegado Antônio Souza Ribas, titular da delegacia de Anastácio, durante as investigações funcionários da fazenda, administrada pelo autor do crime, relataram ter presenciado uma briga entre tio e sobrinho minutos antes da vítima desaparecer.

No relato os funcionários, que faziam a cerca da propriedade, detalharam que viram a vítima passar pelo local no início do dia e depois na volta para a cidade. Foi neste momento que ele teria encontrado o sobrinho e parado o veículo. Os dois teriam discutido e entrado em luta. “Depois deles terem entrado em luta, eles [funcionário] viram a vítima caída no chão e o autor em pé”, lembrou o delegado.

As testemunhas contaram ainda que Willias entrou na caminhonete da vítima, possivelmente com o tio já dentro, e saiu com o veículo. Antes, no entanto, o suspeito teria pedido aos funcionários que o encontrassem na margem da rodovia.

Após os depoimentos, a polícia encontrou o suspeito na loja de um parente, na cidade de Anastácio - a 135 quilômetros de Campo Grande. “Ele tentou fugir, resistir a prisão, mas foi preso”, contou o Ribas. Na delegacia, Willias se negou a responder as perguntas feitas pelo delegado.

Para a polícia, os funcionário afirmaram ainda que foram instruídos a mentirem em depoimento e alegarem que não haviam visto a vítima, já que tinham trabalhado até o meio-dia. Ainda conforme Ribas, a herança, uma propriedade rural que pertencia aos pais da vítima, foi dividida entre o advogado e as irmãs e o autor cuidava de uma das áreas.

“Além de efetuar a prisão em flagrante, eu representei pela preventiva”, detalhou o delegado. Willias responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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