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Interior

Carro "some" de pátio de delegacia e é devolvido à dona com multas de R$ 364

Carro foi restituído, mas Corregedoria e Ministério Público querem saber quem usou o bem enquanto estava sob custódia do Estado

Por Lucia Morel | 29/11/2020 16:28
Apreendido, veículo deveria ter permanecido em pátio da 1ª Delegacia de Ponta Porã, onde estava custodiado. (Foto: Reprodução Google Maps)
Apreendido, veículo deveria ter permanecido em pátio da 1ª Delegacia de Ponta Porã, onde estava custodiado. (Foto: Reprodução Google Maps)

Apreendido com drogas em 2017, veículo desapareceu do pátio da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e foi devolvido à proprietária apenas este ano, depois de levar três multas que, juntas, somam R$ 364,44. O caso está sendo investigado como peculato pela Corregedoria da Polícia Civil e acompanhado pelo MPMS (Ministério Público Estadual).

Conforme procedimento aberto, neto da dona do veículo, uma idosa, foi preso com 3,4 quilos de maconha em Ponta Porã há três anos. Ele foi solto e o processo já transitou em julgado, sendo extinta a pena. Pela família, foi aberto pedido para reaver o bem, no mesmo processo em que o rapaz, hoje com 23 anos, respondia por tráfico.

Em janeiro deste ano, ofício judicial assinado pela 2ª Vara Criminal de Ponta Porã, foi encaminhado à 1ª Delegacia da cidade para a devolução. No entanto, um mês depois, conforme relato da defesa, o bem não havia sido restituído porque “a delegacia não sabia onde estava o veículo”.

O Ministério Público, por sua vez, enfatizou o pedido de restituição do carro, um Gol ano 2013. Sustentou ainda, na ocasião, que além de duas multas em Ponta Porã, havia ainda uma terceira, registrada em Campo Grande.

“Tendo desaparecido o veículo, ou mesmo tendo sido utilizado em Campo Grande, há sério indício do cometimento de crime de peculato apropriação/peculato desvio”, assinalou o órgão ministerial.

A situação foi resolvida apenas em abril, quando o carro foi efetivamente devolvido à proprietária. No entanto, não houve responsabilização pelo uso indevido do veículo por servidores da polícia ou terceira pessoa, sendo que o próprio MP encaminhou pedido de apuração à Corregedoria da Polícia Civil, que abriu inquérito.

Pelo Ministério Público, serão solicitadas, a cada 40 dias à Corregedoria da Policia Civil, informações acerca do andamento e finalização do Inquérito Policial que investiga o suposto peculato.

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