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Diversão

O leque colorido das manas virou acessório predileto no Carnaval

Popularizado pela comunidade LGBT+, o item caiu no gosto do público e agora é de todo mundo

Por Clayton Neves | 16/02/2026 07:41

É oficial: o leque das manas é o novo acessório do Carnaval de Campo Grande, assim como a saia de tule, que sempre é vista no corpo dos foliões. Seja para dar close, amenizar o calorão ou marcar o compasso das músicas com o irreconhecível “vra”, o leque tem sido visto aos montes nos bloquinhos.

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O leque se consolidou como acessório indispensável no Carnaval de Campo Grande, junto com a tradicional saia de tule. Além de amenizar o calor, o item é utilizado para marcar o ritmo das músicas com o característico movimento "vra", sendo encontrado em diferentes cores, tamanhos e formatos nos blocos carnavalescos. Originalmente adotado pela comunidade LGBT+ como símbolo de resistência, o acessório ganhou popularidade após a "chuva de leques" no show de Lady Gaga no ano passado. Os preços variam entre R$ 15 e R$ 40, com foliões personalizando seus leques com correntes de miçangas para evitar perdê-los durante a folia.

De diferentes cores, tamanhos e formatos, o acessório deixou de ser coadjuvante. Tem gente que usa para se abanar sem parar, e outros que preferem bater o leque na batida da música, fazendo do objeto quase que um instrumento rítmico improvisado.

Para a social media Amanda Gomes, de 28 anos, a moda pegou de vez. “Nossa, está em todo canto. Todo lugar tem alguém com leque. A gente usa para o calor, mas também para dar uma batidinha no compasso da música”, comenta.

O leque colorido das manas virou acessório predileto no Carnaval
No meio do bloquinho, acessório já se tornou comum. (Foto: Juliano Almeida)

Para ela, o acessório já ganhou status oficial de item carnavalesco. “Com certeza virou. Acho que começou muito forte com o público LGBT, mas agora já tá todo mundo usando mesmo”, avalia. O dela foi comprado no Centro por R$ 15. “É de papel, então tenho que tomar cuidado para não quebrar.

O confeiteiro Ikaro Muniz, de 29 anos, também não desgruda do leque. “Eu uso para acompanhar a música, para dar o tom. Não é necessariamente para o calor, é para o close”, ele conta, brinca. Ele adiciona que aderiu ao acessório neste Carnaval e até já quebrou dois. “Tem que ter estoque”, afirma.

Símbolo de resistência - Se hoje o leque se popularizou entre todos os públicos, ele carrega um significado especial para a comunidade LGBT+. Há tempos foi adotado como forma de expressão, e o famoso “vra” virou marca registrada e sinal de resistência. Isso ficou evidente na “chuva de leques” durante o show de Lady Gaga no ano passado, quando o público transformou o acessório em manifestação coletiva.

O leque colorido das manas virou acessório predileto no Carnaval
Para a comunidade LGBT+, leque é símbolo de resistência. (Foto: Juliano Almeida)

“Virou um acessório principalmente da galera LGBT. É um símbolo nosso. A gente aderiu”, avalia a advogada Bianca Medeiros, de 28 anos. Ela conta que usa não só no Carnaval, mas em outras festas e eventos que vai. “É para o calor e para dar close. Para tudo”, pontua.

A técnica de enfermagem Giovanna Rodrigues, de 23 anos, levou o acessório a outro nível. Ela mesma personalizou o leque com uma corrente de miçangas, feita à mão, para enrolar no corpo e evitar perder no meio da multidão. O cordão ainda leva o nome dela.

“Vi na internet e resolvi fazer. Assim não preciso ficar segurando o tempo todo. Está aqui amarradinho, quando dá calor é só abrir”, explica. O investimento foi de R$ 15 no leque, mais R$ 3,50 no saquinho de miçangas. “Tem o calor, mas tem o close também. Aquela batida na música fica perfeita”, relata.

O leque colorido das manas virou acessório predileto no Carnaval
Ikaro comenta que não perde a oportunidade de dar close de leque. (Foto: Juliano Almeida)

Para a hoteleira Thaynara Dávila, de 40 anos, o leque já fazia parte da rotina antes mesmo da febre carnavalesca. “Sempre usei. Mas agora virou indispensável por causa do calor. Está na moda desde o show Lady Gaga e agora ficou fixo”, comenta. O dela custou R$ 40 e ela garante que também sabe fazer o “vra”. “Tem que saber bater o leque também”, brinca.

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