Casal é preso com R$ 500 mil em iPhones e canetas emagrecedoras
Pegos na fronteira, ambos disseram que foram contratados para entregar mercadoria em Campo Grande
Homem de 56 anos e mulher de 26 foram presos na terça-feira (6), transportando iPhones, iPads e canetas emagrecedoras do Paraguai. O casal foi abordado pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na MS-164, zona rural de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
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Casal é preso transportando produtos contrabandeados do Paraguai, incluindo 50 iPhones, dois iPads e 20 caixas de canetas emagrecedoras, avaliados em R$ 550 mil. A apreensão ocorreu na MS-164, em Ponta Porã, durante abordagem do DOF. Esta é a terceira apreensão similar em 2024. A Anvisa reforçou em novembro a proibição de medicamentos emagrecedores no Brasil, especialmente os agonistas do GLP-1 sem registro sanitário, visando proteger a saúde pública.
Os militares realizavam o bloqueio na rodovia quando decidiram abordar o Peugeot 207 que seguia pela estrada. No carro estava o casal que afirmou ter sido contratado para buscar os produtos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, para entregar em Campo Grande.
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Ao todo foram encontrados no veículo 50 iPhones, 20 caixas com canetas emagrecedoras e dois iPads. Tudo foi avaliado em R$ 550 mil e os produtos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, junto com o casal.
Rota - Esta é a terceira apreensão desse tipo de produto contrabandeado nos primeiros seis dias do ano. No sábado (4), uma estudante de medicina foi pega com 134 unidades do medicamento em Maracaju. A mercadoria também foi pega no Paraguai e seria entregue em Campo Grande.
Na madrugada de segunda-feira (6), um rapaz de 18 anos foi preso em Maracaju, a 159 quilômetros da Capital, onde a medicação seria entregue. Ele transportava 84 unidades de emagrecedores escondidas em uma boneca de pelúcia e em caixas de chocolate.
Proibidos – Em novembro do ano passado, ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota técnica reforçando a proibição da entrada, fabricação, venda e propaganda de medicamentos emagrecedores no Brasil.
Esses produtos são agonistas do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e não possuem registro sanitário no País. A agência nunca avaliou sua qualidade, eficácia e segurança.
A decisão é válida para os produtos T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, listados em resoluções recentes da Anvisa. A medida foi tomada após crescerem indícios de propaganda e comércio irregular dessas substâncias, inclusive na internet, o que é proibido pela legislação brasileira. O objetivo é frear o uso inadequado e proteger a saúde da população.
Para os medicamentos devidamente aprovados no País, a responsabilidade sobre comercialização, distribuição e eventuais problemas relacionados ao uso é da empresa que detém o registro. No Brasil, os agonistas do GLP-1 autorizados dependem de receita médica com retenção.
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