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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

09/03/2019 15:40

Casal que mantinha empresa de fachada para “Cabeça Branca” é preso

Os suspeitos administravam as empresas usadas no Paraguai para lavagem do dinheiro do tráfico drogas

Geisy Garnes
Advogado Arevalos Luis Arnaldo Sanabria (Foto: Divulgação)Advogado Arevalos Luis Arnaldo Sanabria (Foto: Divulgação)
Liz Augustina Benitez de Arevalos (Foto: Divulgação)Liz Augustina Benitez de Arevalos (Foto: Divulgação)

A polícia paraguaia cumpriu na manhã deste sábado (9) mandados de prisão contra laranjas do narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”. Conforme as investigações, os suspeitos - um advogado de 46 anos e a mulher, de 41 - comandavam empresas de fachada para esconder o dinheiro adquirido com o tráfico de drogas.

Segundo a polícia, ao lado da mulher, identificada como Liz Augustina Benitez de Arevalos, o advogado Arevalos Luis Arnaldo Sanabria administrava as empresas usadas no Paraguai para lavagem do dinheiro do tráfico a mando de Cabeça Branca e ainda dava suporte jurídico a ele e aos dois filhos, Rafael Pigozzo Rocha e Bruno César Payao Rocha.

A operação que resultou na prisão do casal aconteceu nesta manhã, na casa em que eles moravam na cidade paraguaia Coronel Oviedo. Além da prisão, as equipes cumpriram mandado de busca e apreensão e apreenderam uma Van que estava em nome de uma das empresas: a "Aka Moroti Comercial, Agropecuária e Pecuária”.

Cabeça Branca agia com mão de ferro e através da violência para controlar o milionário esquema para mandar cargas de cocaína para países europeus. Foi investigado por pelo menos 30 anos, mas a polícia não chegava até ele porque, segundo a PF, o traficante operava sem chamar a atenção e sem se envolver diretamente com os carregamentos.

O narcotraficante ainda foi sócio de Jorge Rafaat Toumani e por muitos anos operou na fronteira com Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Federal, Cabeça Branca montou um “mar de terra” no Mato Grosso – cerca de 40 mil hectares - para pouso dos aviões que trazem cocaína da Bolívia, Peru e Colômbia.

Hoje, Luiz Carlos da Rocha está preso no Presídio Federal de Catanduvas, no interior do Paraná.

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