Árvores invasoras serão removidas dos córregos Segredo, Bandeira e Sóter
Sisep pede licença ambiental para erradicar espécie e recuperar trechos degradados
A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) solicitou à Panurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) licença ambiental para remover leucenas, espécie de árvore invasora, e executar planos de recuperação em áreas degradadas às margens de córregos de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande solicitou licença ambiental para remover leucenas, espécie invasora, em áreas dos córregos Bandeira, Sóter e Segredo. O processo inclui o corte das árvores sem retirada das raízes, seguido de monitoramento e plantio de espécies nativas. A leucena é considerada uma ameaça à vegetação original, podendo reduzir em até 70% a diversidade de plantas. Em 2025, foram recuperados 19 mil metros quadrados de APPs com o plantio de 600 mudas nativas em três pontos estratégicos da bacia do Córrego Bandeira.
Os pedidos incluem trechos do Córrego Bandeira, na Avenida Gabriel Spipe Calarge com a Rua do Hipódromo; do Parque Linear do Córrego Sóter, na Avenida Nelly Martins; e do Córrego Segredo, na Rua Pintassilgo com a Rua Pedro Batistote e no final da Rua Sunko Yonamine, na antiga Favela do Mandela, no parcelamento Gregório Corrêa.
- Leia Também
- Prefeitura remove leucenas invasoras para recuperar áreas na Praça das Águas
- Campo Grande tem 25 árvores não recomendadas para o plantio e 2 proibidas
Conforme a secretaria, o manejo começa com o corte das leucenas, sem a retirada das raízes, para evitar processos erosivos. Em seguida, troncos e galhos são removidos. Após essa etapa, a área passa por monitoramento e, no período de estiagem, recebe o plantio de espécies nativas produzidas no Viveiro Municipal. Ainda não há estimativa do número de árvores que serão retiradas.
Desde o ano passado, o município intensificou a retirada da espécie invasora. Em outubro, exemplares foram removidos da Praça das Águas, entre as avenidas Afonso Pena e Ricardo Brandão. Em 2025, cerca de 19 mil metros quadrados ocupados por leucenas em APPs (Áreas de Preservação Permanente) foram recuperados. No lugar, foram plantadas 600 mudas nativas em três pontos estratégicos da bacia do Córrego Bandeira, considerada prioritária: 200 próximas à Rua Portuguesa, 200 no Parque Linear das Cabaças, ao lado da Praça do Preto Velho, e outras 200 na margem do Córrego Portinho Pache.
A erradicação da leucena é considerada essencial para preservar a vegetação original. De crescimento acelerado e alta capacidade de reprodução, a espécie pode reduzir em até 70% a diversidade de plantas onde se instala, alterando a dinâmica ambiental. Uma única árvore pode produzir até 250 mil sementes, além de rebrotar com facilidade e crescer mais rapidamente que as espécies nativas.
O avanço da leucena já foi alvo de decisão judicial. Em 2025, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a Prefeitura de Campo Grande foram condenadas a recuperar uma área degradada na Área de Preservação Permanente do Córrego Bandeira, tomada pela espécie invasora.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


