Cidade histórica de MS, Corumbá terá novos 4,5 km de ruas de pedra
Edital de R$ 9,3 milhões foi lançado hoje; execução ocorrerá conforme disponibilidade financeira do município

Ruas de terra e alamedas estreitas de Corumbá, cidade a 426 quilômetros de Campo Grande e uma das mais antigas de Mato Grosso do Sul, deverão receber cerca de 4,5 quilômetros de pavimentação com blocos de concreto sextavado nos próximos anos. A prefeitura lançou, nesta terça-feira (23), licitação de R$ 9,3 milhões para contratar empresa responsável pela execução das obras, que contemplarão diferentes regiões da cidade, principalmente na parte alta.
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A prefeitura de Corumbá lançou licitação de R$ 9,3 milhões para pavimentar cerca de 4,5 quilômetros de ruas com blocos de concreto sextavado em diferentes bairros da cidade. A concorrência eletrônica está marcada para 10 de julho. As obras atenderão ruas de terra e alamedas estreitas, onde o asfalto convencional é inviável. O início depende da disponibilidade financeira do município.
O edital prevê o registro de preços para futura contratação dos serviços, o que significa que as obras serão executadas de forma gradual, conforme a disponibilidade financeira do município. A concorrência eletrônica está marcada para 10 de julho e tem valor estimado de R$ 9.306.938,10.
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Segundo a Sisp (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), a iniciativa não tem relação com restauração de vias históricas nem substituição de pavimentação existente. O objetivo é levar infraestrutura a ruas que atualmente permanecem em leito natural, ou seja, sem qualquer tipo de pavimento.
“São ruas de terra. Elas vão receber pavimentação. Em vez de asfalto, que exige equipamentos maiores e mais pesados, receberão blocos de concreto, cuja execução é mais manual”, explicou a pasta.

De acordo com a secretaria, as características urbanísticas de Corumbá ajudam a explicar a escolha pelo pavimento intertravado. Muitas das vias contempladas são alamedas estreitas, com largura de até sete metros, o que dificulta a utilização das máquinas necessárias para aplicação de asfalto convencional.
Além da limitação de espaço, a prefeitura aponta vantagens técnicas. Os blocos permitem maior infiltração da água da chuva no solo, favorecendo a drenagem superficial. A solução também reduz a necessidade de obras profundas de drenagem, consideradas mais caras na cidade por causa do maciço rochoso existente no subsolo.
“Corumbá está sobre um maciço rochoso e qualquer obra de drenagem profunda acaba sendo muito cara, porque muitas vezes exige detonação de rocha. Então, tudo o que possibilita drenagem superficial e infiltração da água no solo acaba sendo vantajoso para a cidade e para a população”, informou a Sisp.
Vias contempladas - Conforme as plantas do projeto, serão contempladas as ruas Campo Grande, Barão de Melgaço, Geraldino Martins de Barros, Maranhão, São Paulo, Ceará, Delfino Scaffa, Bernardino A. Couto, Álvaro Marino, Minas Gerais e General Dutra, além da Travessa Francisco de Barros.
Entre as alamedas previstas estão Souza, Nossa Senhora Aparecida, Mirela Dobes, Santa Tereza, Antônio Carlos Dobes, José de Barros Maciel, Aquitânia, Guarani, Urucum, República da Bolívia, Nino, Vitória Régia, Porto Esperança, Nabileque, Olga Pintada, Bugio, Lírio, Bambu e Macelaro.
O edital também prevê serviços complementares, como preparação da base, execução de calçadas, assentamento dos blocos sextavados e intervenções de drenagem. Entre os itens previstos está a execução de mais de 28 mil metros quadrados de pavimento intertravado, além de obras em áreas onde poderá ser necessária escavação em rocha.
Sem cronograma - Apesar da abertura da licitação, ainda não há cronograma definido para o início das obras. Conforme a Sisp, por se tratar de uma ata de registro de preços, a empresa vencedora será acionada conforme a prefeitura obtiver recursos para executar cada etapa.
“À medida que o município tiver recursos disponíveis, a empresa vencedora será chamada para executar os serviços. Pode acontecer em dois anos, três anos ou até mais. Isso depende da disponibilidade financeira da prefeitura”, explicou a secretaria.
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