VBP de MS cresce quase 60% em 10 anos e supera R$ 84 bilhões no campo
Valor da produção salta para R$ 84,3 bilhões; soja ganha espaço e amendoim entra entre os destaques
O campo de Mato Grosso do Sul ficou R$ 31,5 bilhões mais rico em uma década. Entre 2017 e 2026, o VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) do Estado saltou de R$ 52,78 bilhões para R$ 84,27 bilhões, um crescimento de 59,7%, segundo dados do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).
RESUMO
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O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Mato Grosso do Sul cresceu 59,7% em dez anos, passando de R$ 52,78 bilhões em 2017 para R$ 84,27 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Agricultura. A soja segue líder, com 36,9% do VBP, seguida por bovinos, milho e cana, que juntos concentram 89,1% da riqueza do campo. Apesar da alta, o Estado continua em sétimo lugar no ranking nacional.
Apesar da expansão expressiva, a estrutura produtiva permaneceu altamente concentrada em poucas cadeias e o Estado não conseguiu avançar no ranking nacional de geração de riqueza no campo, mantendo a sétima colocação entre as unidades da Federação.
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O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) é considerado um dos principais indicadores da economia rural por medir o faturamento bruto dentro das propriedades agropecuárias. Na prática, mostra quanto a porteira gerou de riqueza antes dos descontos com custos de produção.
Em 2017, a agropecuária sul-mato-grossense era sustentada principalmente por quatro atividades: soja, bovinocultura de corte, cana-de-açúcar e milho. Juntas, elas respondiam por 88,6% de toda a riqueza produzida no campo. A soja liderava com participação de 31,7%, seguida pelos bovinos (26,9%), cana-de-açúcar (17,8%) e milho (12,2%).
Naquele período, apenas sete atividades representavam mais de 1% do VBP estadual: soja, bovinos, cana, milho, frango, suínos e mandioca. A presença da mandioca entre as principais cadeias econômicas refletia um cenário produtivo diferente do observado atualmente.
Dez anos depois, a fotografia mudou parcialmente. A soja ampliou sua liderança e passou a responder por 36,9% do VBP estadual. A pecuária bovina também ganhou espaço, passando de 26,9% para 28,2%. O milho avançou de 12,2% para 13,7%, impulsionado pela consolidação da segunda safra e pela expansão das usinas de etanol de milho.
A principal perda relativa ocorreu com a cana-de-açúcar. Embora continue entre as maiores atividades do Estado, sua participação caiu de 17,8% para 10,3%.
Uma das curiosidades da década está na troca de posições entre as atividades com maior relevância econômica. A mandioca deixou o grupo dos produtos com participação superior a 1% do VBP, enquanto o amendoim assumiu esse espaço, saindo de apenas R$ 27 milhões em 2017 para R$ 851 milhões em 2026, avanço superior a 3.000%.
A concentração da riqueza agropecuária, entretanto, praticamente não se alterou. Em 2026, soja, bovinos, milho e cana respondem por 89,1% do VBP estadual, percentual pouco superior aos 88,6% registrados em 2017.
A divisão entre agricultura e pecuária também permaneceu relativamente estável. A agricultura ampliou discretamente sua participação graças ao avanço da soja, do milho e do amendoim, enquanto a pecuária manteve forte protagonismo, sustentada principalmente pela bovinocultura de corte, que continua sendo a segunda maior atividade econômica do agro estadual.
No cenário nacional, porém, o crescimento não foi suficiente para alterar a posição de Mato Grosso do Sul. Em 2017, o Estado ocupava a sétima colocação entre os maiores VBP do Brasil, atrás de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Em 2026, permanece na mesma posição.


