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31/12/2015 20:15

Com déficit mensal de R$ 600 mil, hospital de Aquidauana ainda não pagou 13º

Flávio Paes

Os 216 funcionários do Hospital Regional Estácio Muniz de Aquidauana, que está sob intervenção da Prefeitura desde 2007, vão entrar 2016 sem receber o 13º salário. É mais uma instituição filantrópica que ainda não pagou o abono natalino. Os funcionários do hospital Nossa Senhora Auxiliadora de Três Lagoas,estão greve porque não receberam.

Referência no atendimento de alta e média complexidade numa região que concentra mais de 120 mil habitantes, com 110 leitos, a instituição passa por uma crise financeira, com déficit mensal de R$ 600 mil. Deve a fornecedores e a folha de pagamento dos médicos (em torno de R$ 500 mil) é paga normalmente com dois meses de atraso.

Segundo a administradora do hospital, Ana Lúcia, a instituição não deve como pagar o abono natalino dos funcionários (em torno de R$ 450 mil), porque neste ano, o Governo do Estado, não repassou (como vinha fazendo há 4 anos), uma subvenção para às instituições filantrópicas pagarem o 13º.

“Temos hoje uma receita de R$ 1,2 milhão, enquanto nossas despesas,entre pessoal, custeio e fornecedores, somam R$ 1,8 milhão”. Desta receita, R$ 900 mil é o teto financeiro pago pelo Sistema Único de Saúde, que repassa ainda R$ 176 mil para o serviço de hemodiálise; o Governo do Estado entra com R$ 186,5 mil, enquanto a Prefeitura, tem obrigação de repassar no mínimo R$ 46 mil, podendo chegar a R$ 200 mil, mas nem todo mês libera todo este valor.

”A receita da prefeitura é pequena”, justifica a administrada, que reclama do hospital atender toda a demanda espontânea de Anastácio, cidade que fica na outra margem do Rio Aquidauana. “Até os partos são feitos aqui, porque lá não tem médico pediatra. Não há também urgência e emergência 24 horas”, revela.

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que poderia absorver desta demanda está com o prédio pronto,mas não foi colocada em funcionamento porque causa do alto custo de manutenção.

Vereadores da oposição criticam o prefeito José Henrique, que estaria cumprindo uma decisão do juiz José Fernando Cury, no dia 29 de setembro, concedeu liminar, determinando que em 20 dias fizessem os repasses necessários ao pleno funcionamento do hospital, onde hoje estariam faltando matérias básicos, como gaze, luva cirúrgica.

 

 

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