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Comerciante coreano é executado por pistoleiros na fronteira

Dono de restaurante, Soon Hong Ko foi morto em frente de casa em Pedro Juan

Por Helio de Freitas, de Dourados | 21/03/2021 14:22
Soon Hong Ko morreu ao sair de casa para trabalhar (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Soon Hong Ko morreu ao sair de casa para trabalhar (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O comerciante coreano Soon Hong Ko, 61, foi executado com quatro tiros na manhã deste domingo (21) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande. A linha internacional entre as cidades-gêmeas é palco quase diário de assassinatos, muitos atribuídos ao crime organizado. A grande maioria das execuções nunca é esclarecida pela polícia, tanto paraguaia quanto brasileira.

Dono de um restaurante nas imediações do mercado municipal da cidade, Soon Ong Ko foi morto quando saía de casa por volta de 7h30 de hoje, no bairro Mariscal Estigarríbia. Ele seguia para o restaurante, para abrir o estabelecimento e começar o preparo do almoço.

Segundo o comissário Pedro Román, da Polícia Nacional, os dois pistoleiros estavam de moto e dispararam pelo menos sete tiros na direção do comerciante. Atingido por quatro disparos, Soon Ko ainda chegou a ser socorrido, mas morreu antes de receber atendimento.

A mulher de Soon Ko disse à polícia que o coreano não possuía inimigos e a família não tinha conhecimento de que ele sofresse ameaças. Os policiais não encontraram cápsulas deflagradas no local, indicando que os pistoleiros usavam revólveres em vez de pistola 9 milímetros – a preferida dos sicários da fronteira.

Linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (Foto: Divulgação)
Linha internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (Foto: Divulgação)

Outra morte - Soon Ong Ko é o segundo comerciante executado entre este ontem e a manhã deste domingo na fronteira. Ontem à noite, o comerciante paraguaio Justino Marin Suarez, 43, foi morto a tiros disparados em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS), a 400 km da Capital.

A execução ocorreu no estabelecimento comercial da vítima, na Avenida Presidente Hayes entre as ruas Colômbia e Pedro Juan Caballero, no bairro Primavera. Justino foi surpreendido pelos pistoleiros que já chegaram atirando.

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