Condenado a 24 anos por mandar matar esposa morre em presídio
Givaldo Ferreira Santos sofreu infarto durante a madrugada desta terça (23), em Dourados
Givaldo Ferreira Santos, de 62 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (23) após sofrer um infarto na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. Ele cumpria pena por mandar matar a esposa, a detetive particular Zuleide Lourdes Teles da Rocha. O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (24), no Cemitério Parque de Dourados.
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Givaldo estava recolhido no raio 1 da unidade penal quando passou mal. A causa da morte foi registrada como infarto.
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O detetive foi condenado pelo assassinato da esposa, crime ocorrido em junho de 2021. A investigação concluiu que ele planejou a execução e contou com a ajuda de outras pessoas para atrair a vítima até uma área de mata no Jardim Esplanada, em Dourados.
Na ocasião, Zuleide, de 57 anos, recebeu uma ligação de Sueli da Silva, apontada no processo como orientadora espiritual de Givaldo. A mulher afirmou que pretendia contratar os serviços da detetive para investigar um suposto caso extraconjugal e marcou um encontro.
Ao chegar ao local combinado, a vítima foi rendida e levada para uma área de mata, onde morreu com um tiro na cabeça. Um sobrinho de 7 anos que a acompanhava permaneceu no veículo e foi abandonado posteriormente em um contêiner. Os envolvidos fugiram com a picape Montana da vítima.
Durante as investigações, a polícia apontou Givaldo como mandante do crime. Conforme a apuração, ele já havia tentado contratar outra pessoa para matar a esposa, mas o plano não foi executado.
Em agosto de 2024, o Tribunal do Júri condenou Givaldo a 24 anos, um mês e 25 dias de prisão. Sueli da Silva recebeu pena de 20 anos de reclusão e José Olímpio de Melo Junior foi condenado a 19 anos e três meses. Os três deveriam cumprir a pena em regime fechado.
Um quarto réu do processo foi absolvido pelos jurados durante o julgamento.


