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Interior

Condutor de Jetta que atropelou motociclista se apresenta à polícia

Cleberson Félix Ramires procurou a 1ª Delegacia de Polícia acompanhado por três advogados

Por Helio de Freitas, de Dourados | 10/08/2020 17:17
Condutor de Jetta no momento em que chegava à delegacia (Foto: Adilson Domingos)
Condutor de Jetta no momento em que chegava à delegacia (Foto: Adilson Domingos)

Está sendo ouvido na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados, a 233 km de Campo Grande, Cleberson Félix Ramires, 40, o condutor do Volkswagen Jetta prata que na noite de ontem (9) atropelou o motociclista Cláudio Quintiliano, 48. Testemunhas afirmam que o motorista do Jetta participava de um racha com o condutor de um Audi escuro.

O homem chegou à delegacia acompanhado por três advogados. Ele presta depoimento sobre o suposto racha e sobre a omissão de socorro, já que fugiu do local do acidente. Cleberson tem antecedentes criminais. Em 2015, foi preso por ligação com o tráfico de drogas e na época já tinha passagens por estelionato e apropriação indébita, segundo a polícia.

Também foi levado até a delegacia o carro envolvido no acidente. O Jetta ano 2012 está com a frente do lado direito amassada e o retrovisor quebrado. O pneu dianteiro direito estourou durante a batida e o carro foi entregue à polícia com o estepe.

Cláudio teve a perna esquerda dilacerada. O caso ocorreu na BR-163, no trecho duplicado entre o trevo com a MS-156 e o Trevo da Bandeira, região sul da cidade. Testemunhas viram o racha entre os dois veículos.

Atingido por trás pelo Jetta, Cláudio foi jogado contra a mureta de proteção na lateral da pista e a moto ficou destruída. Ele foi socorrido pelos bombeiros com os ossos da perna esfacelados e ferimentos por todo o corpo.

Logo após, testemunha viu os dois carros entrando no residencial Itaquera, que fica próximo à rodovia.

Os médicos do Hospital da Vida conseguiram reconstruir a perna de Cláudio, que é caminhoneiro e morador no Jardim Bonanza. Apesar de a cirurgia ter sido bem sucedida, os médicos vão aguardar 48 horas para fazer outra avaliação. Se houver risco de gangrena, a perna terá de ser amputada. (Matéria alterada às 17h47 para acréscimo de informações)

Jetta envolvido em acidente foi levado à delegacia para ser periciado (Foto: Adilson Domingos)
Jetta envolvido em acidente foi levado à delegacia para ser periciado (Foto: Adilson Domingos)


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