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Interior

Drones entram na rotina de presídio para caçar celulares e drogas em Dourados

Equipamentos passaram a monitorar telhados após o avanço das entregas ilegais pelo ar

Por Kamila Alcântara | 09/05/2026 12:09
Drones entram na rotina de presídio para caçar celulares e drogas em Dourados
Policial penal pilota drona em pátio do presídio (Foto: Divulgação)

A maior prisão do interior de Mato Grosso do Sul começou a usar drones para tentar fechar o cerco contra celulares, drogas e outros objetos jogados para dentro da unidade. Na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), os equipamentos passaram a sobrevoar telhados, áreas cobertas por telas e pontos onde os policiais têm dificuldade de enxergar do chão ou pelas câmeras de segurança.

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A Penitenciária Estadual de Dourados, maior presídio do interior de Mato Grosso do Sul, passou a utilizar drones para combater o ingresso de celulares, drogas e outros objetos ilícitos. Os equipamentos monitoram telhados e áreas de difícil acesso, além de vigiar o entorno da unidade. A medida surgiu após criminosos adotarem drones para entregar materiais dentro do complexo. Servidores receberam treinamento pelo Senar para operar os equipamentos.

A mudança veio depois que o modus operandi dos criminosos mudou também. Se antes os materiais eram arremessados por cima do muro, agora a Polícia Penal diz que começou a enfrentar outro problema: drones usados para entregar celulares, carregadores e entorpecentes diretamente dentro do complexo prisional. Em alguns casos, os objetos acabam presos nas telas de proteção ou ficam sobre os telhados até serem recuperados pelos internos.

Parte dos pavilhões já recebeu telas de cobertura, o que reduziu os lançamentos feitos manualmente. Mesmo assim, segundo a corporação, ainda há tentativas de burlar o sistema usando drones que voam em maior altitude e descem os materiais com fios e linhas. É quase uma versão clandestina de delivery, só que para dentro do presídio.

Além de monitorar a área interna, os equipamentos também estão sendo usados para vigiar o entorno da penitenciária. Em uma das ocorrências recentes, policiais penais identificaram movimentação suspeita perto da unidade e ajudaram na abordagem de um homem que tentava levar materiais ilícitos para a região do presídio.

Para operar os drones, servidores da unidade passaram por treinamento específico. A capacitação é feita pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e inclui técnicas de pilotagem, segurança operacional e uso dos equipamentos em ações de vigilância.

Diretor-adjunto da PED e responsável pela iniciativa, Ivan Gomes Plácido afirma que os drones ajudam principalmente nas inspeções dos telhados, reduzindo a necessidade de subir nas estruturas sem uma suspeita concreta. “Com o drone, conseguimos visualizar áreas que antes exigiam acesso direto aos telhados, o que reduz a necessidade de deslocamento dos policiais para inspeções físicas sem indicação prévia”, afirmou.

Segundo a direção da unidade, a ideia é usar as imagens para direcionar melhor as revistas e diminuir a exposição dos servidores durante as operações.