Em protesto, pais fecham escola indígena e cobram melhorias em Porto Murtinho
A ação ocorreu na quinta-feira (19) e, desde então, os alunos da escola rural indígena estão sem estudar

Pais de alunos da Escola Municipal Indígena Koinukunoen fecharam a unidade de ensino em protesto contra as condições estruturais do prédio, em Porto Murtinho.
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Pais de alunos da Escola Municipal Indígena Koinukunoen, em Porto Murtinho, fecharam a unidade na quinta-feira (19) em protesto contra as más condições estruturais do prédio. A ação, liderada por 16 pais, gerou divergências na aldeia, com parte da comunidade apoiando a medida e outra parte sendo contrária. Entre as reivindicações estão a construção de uma saída de emergência, a implantação de uma sala de informática e a instalação de ar-condicionado. A vereadora Carla Mayara (PT) destacou que a escola está em estado precário, com o teto quase desabando e o pátio cheio de ferramentas de obra e lixo. A Polícia Militar foi acionada para mediar o conflito, enquanto a Prefeitura de Porto Murtinho ainda não se pronunciou sobre as providências para resolver o impasse e retomar as aulas.
A ação ocorreu na quinta-feira (19) e, desde então, os estudantes da escola rural indígena estão sem aulas.
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De acordo com a vereadora de Porto Murtinho Carla Mayara (PT), 16 pais participaram do movimento. Segundo ela, o grupo se reuniu para reivindicar melhorias estruturais, mas o protesto gerou divergências dentro da própria aldeia, entre pais que apoiam a medida e membros da comunidade que são contrários à intervenção.
Para impedir a entrada de funcionários e professores na escola, os apoiadores organizaram uma vaquinha para comprar cadeados, utilizados para trancar o portão de entrada da unidade.
“Várias mães estão descontentes. Eu estive na escola e vi que está bem precária, suja, e com o teto praticamente desabando. Entre as reivindicações estão a construção de uma saída de emergência e investimentos para a implantação de sala de informática e instalação de ar-condicionado”, afirmou a vereadora.
Ainda segundo Mayara, a Polícia Militar esteve na aldeia na noite de quinta-feira para dialogar com os pais sobre o fechamento da escola e buscar uma solução para o impasse
A parlamentar informou que acompanha a situação de perto e mantém diálogo com a Prefeitura de Porto Murtinho para intermediar as demandas junto ao Executivo municipal.
Conforme imagens encaminhadas para a reportagem, é possível observar que a escola tem problemas estruturais em seu interior, entre eles a presença de casa de marimbondo e uma parte do forro que está desabando.
A mãe de aluno de 11 anos, Vânia Matchua Leite, de 45 anos, confirmou que a escola permanece fechada por decisão dos próprios pais. Ela relata insatisfação com as condições do espaço.
“A escola está fechada mesmo, porque as mães estão sendo desrespeitadas. A gente quer melhoria na educação, queremos que a Secretaria Municipal de Educação compareça aqui. A escola está cheia de caixas de marimbondo, com ferramentas de obra no pátio. Isso não pode acontecer. A escola é lugar de respeito e de educação dos nossos filhos, e estava cheia de lixo ao redor”, declarou.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Porto Murtinho para questionar quais providências estão sendo tomadas e como a Secretaria Municipal de Educação pretende resolver o impasse para que as aulas sejam retomadas na aldeia. Até o momento, não houve retorno.



