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Interior

Empresária é presa por coagir vítima de golpe a mudar depoimento

Empresária usava cartão e senha de clientes para empréstimos sem autorização; empresa foi fechada em 8 de maio

Por Dayene Paz | 20/05/2024 06:40
Empresa foi lacrada por equipe da SIG no dia 8 de maio. (Foto: Divulgação | PCMS) 
Empresa foi lacrada por equipe da SIG no dia 8 de maio. (Foto: Divulgação | PCMS)

Sócia de uma empresa de crédito investigada por cometer crimes de estelionato contra idosos, analfabetos e portadores de deficiência, foi presa na segunda fase da Operação Loki. A empresária - que é suspeita de desviar R$ 13 mil de uma das clientes - tentou coagir uma das vítimas a mudar o depoimento dado à polícia. A empresa  foi interditada no dia 8 de maio, em Ivinhema, cidade a 289 km de Campo Grande, na 1ª fase da operação.

A empresa e a mulher começaram a ser investigados no final do ano de 2023, após boletim de ocorrência ser registrado pela primeira vítima. Nos meses seguintes, outras pessoas procuraram a delegacia da cidade contando terem sido vítimas da mesma empresa, todas eram idosas ou analfabetas.

A investigação então apurou que a empresária usava o cartão e senha dos clientes para fazer empréstimos sem autorização, assim como movimentações financeiras nas contas com a promessa de liberação de crédito. Só de uma idosa, a mulher teria liberado à vítima um valor de R$ 900, mas desviou R$ 13 mil em empréstimo da conta da vítima. Ela também está sendo investigada por se passar pela filha de outros clientes visando liberação de créditos.

Diante dos fatos, mediante autorização judicial, no dia 8 de maio policiais foram até a empresa, onde cumpriram mandado de busca e apreensão e recolheram do imóvel diversos aparelhos celulares e vários contratos, dentre eles alguns sem assinatura ou representante legal. Na ocasião, a empresária também foi intimada e as atividades da empresa foram interditadas provisoriamente. A mulher foi indiciada por três crimes de estelionato.

Depois dos mandados serem cumpridos, a empresária foi até a residência de uma das vítimas e tentou a coagir para que mudasse o depoimento dado a polícia. Por esse motivo, visando evitar que as vítimas fossem coagidas a mudar suas versões e garantir a lisura do processo penal, a polícia representou pela prisão preventiva dela, que, após manifestação favorável do Ministério Público, foi deferida pelo Poder Judiciário.

Após série de diligências, a mulher foi presa no Residencial Solar do Vale, em Ivinhema, no sábado (18). As investigações continuam. (Com colaboração do site Ivinotícias)

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