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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

20/01/2018 09:04

Estado investe R$ 2 milhões para recuperar 52 km de estrada

Via que corta Miranda, Bodoquena e Porto Murtinho é importante via para escoamento da produção pecuária e de ligação entre comunidades rurais; pista passa por cascalhamento e foi alargada

Humberto Marques
Rodovia da Marema tem trechos intransitáveis; Agesul providencia melhorias em vicinal. (Fotos: Chico Ribeiro/Segov-MS)Rodovia da Marema tem trechos intransitáveis; Agesul providencia melhorias em vicinal. (Fotos: Chico Ribeiro/Segov-MS)

O governo do Estado finaliza a implantação de uma estrada vicinal de 52 quilômetros que integra regiões produtoras de grãos e boi gordo, assentamentos rurais e reservas indígenas ao longo dos municípios de Miranda (a 201 km de Campo Grande), Bodoquena (266 km) e Porto Murtinho (431 km). Ao custo de R$ 2 milhões, a Rodovia da Marema está sendo alargada com revestimento primário e receberá drenagem e reforma das pontes de madeira –cenário diferente da falta de estrutura que, por décadas, marcou a estrada.

“É uma obra extremamente importante para quem produz e depende do acesso para se locomover”, declarou à assessoria do governo estadual o secretário de Infraestrutura, Marcelo Miglioli. Segundo ele, o Estado assumiu a reconstrução da estrada a pedido das lideranças locais, por conta da precariedade da via de escoamento que, há anos, não recebia sequer patrolamento. “É uma obra que vai ficar marcada para sempre na região”.

A Rodovia da Marema se liga às rodovias MS-185 e MS-339, ao corredor rodoviário entre Bonito, Porto Murtinho e Corumbá –que também passa por restauração– e à BR-262, a 25 quilômetros de Miranda. Ao longo de seu trajeto, corta mais de 50 grandes e médias propriedades rurais especializadas em gado de corte, ao Assentamento Sumatra (com mais de 200 famílias) e atinge a reserva kadiwéu, na região da Morraria do Sul e do Campo dos Índios.

Em muitos trechos, a via era estreita e repleta de buracos. A obra pretende implantar cobertura de cascalho e deixar a pista com sete metros, permitindo a passagem de até dois caminhões ao mesmo tempo. E deve dar fim também à necessidade de uso de tratores para puxar caminhões na serra conhecida como “Largão Fechado”.

Via receberá cascalhamento e terá largura ampliada para sete metrosVia receberá cascalhamento e terá largura ampliada para sete metros

“Vencer o estreito e sinuoso caminho da morraria, com muita pedra e umidade, devido às fortes chuvas, era praticamente impossível”, explica o coordenador regional Gérson Prata, que atende as demandas das regiões de Miranda, Bodoquena, Bonito, Corumbá e Ladário.

Lalima – O revestimento primário inclui ainda a terraplenagem da pista para levantamento do aterro, devido à umidade no trecho, e implantação de tubulões para escoamento da água das chuvas. O serviço já foi executado em 40 quilômetros e deve ser concluído em 30 dias se as condições climáticas favorecerem. A recuperação das pontes de madeira está em análise na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

Além da Rodovia da Marema, o Estado também realiza na região obras na MS-448, utilizada para o transporte de pessoas e cargas. A rodovia estadual recebe melhorias na terraplanagem e cascalhamento em cerca de 60 quilômetros.

A MS-448 liga o centro de Miranda à aldeia Lalima e ao assentamento Tupã-Baé, sendo utilizada também para o transporte de milho e soja. Uma ponte de madeira já foi restaurada pela Agesul, e uma segunda travessia já teve as obras de recuperação iniciadas.

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