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Interior

Ex-vereador e servidor público são procurados por grilagem de terras da União

César Mattoso foi investigado em 2023, mas não foi denunciado pelo MPF; agora teve prisão decretada

Por Helio de Freitas, de Dourados | 20/02/2024 16:50
Ademir César Mattoso teve prisão decretada, mas não foi encontrado pela PF (Foto: Arquivo)
Ademir César Mattoso teve prisão decretada, mas não foi encontrado pela PF (Foto: Arquivo)

O ex-vereador Ademir César Mattoso e um servidor da prefeitura são os alvos dos mandados de prisão preventiva decretados no âmbito da Operação “Res Publica”, deflagrada hoje (20) pela Polícia Federal contra organização criminosa responsável por invadir, ocupar e vender terras públicas da União em Ponta Porã (a 315 km de Campo Grande). Os dois não foram localizados e são considerados foragidos.

Além dos mandados de prisão, a Justiça Federal expediu sete mandados de busca e apreensão e de afastamento de servidores públicos, um deles lotado na Sanesul.

Todos são investigados pelos mesmos crimes e passam a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Um contador também vai ser monitorado por tornozeleira. O funcionário da empresa de saneamento, o servidor com prisão decretada e os demais afastados das funções não tiveram os nomes revelados.

Em 7 de março do ano passado, César Mattoso, que exerceu mandato de 2013 a 2016, foi alvo da Operação Bárbaros, também deflagrada pela PF para apurar a grilagem de terras da União.

Naquele dia, ele foi preso em flagrante por acusado de fraude processual, desobediência e comunicação falsa de crime. Mattoso teria destruído o celular para apagar provas e feito denúncia falsa de roubo do aparelho.

Sete meses depois, no entanto, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento do processo "em decorrência da inexistência de justa causa para o oferecimento da denúncia". O juiz federal Ricardo Duarte Ferreira Figueira determinou o arquivamento do inquérito policial.

Entretanto, a Polícia Federal manteve as investigações e descobriu mais indícios implicando o ex-vereador, o servidor da prefeitura e o funcionário da Sanesul. Segundo a PF, a organização criminosa invadia terras da União e praticava também outros crimes, como corrupção, falsidade ideológica e estelionato.

No dia 28 de dezembro do ano passado, a casa de Cesar Mattoso, no Bairro da Granja, em Ponta Porã, foi alvejada a tiros por homem de moto. O atirador parou na frente da residência e descarregou a arma duas vezes. Apenas o muro, a parede e veículos que estavam na garagem foram atingidos. Até agora o atentado não foi esclarecido.

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