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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

27/06/2016 09:23

Força Nacional continua em MS, mas conflito indígena fica sem solução

Anny Malagolini
Pelo menos 50 agentes foram enviados à Caarapó (Foto: Helio de Freitas)Pelo menos 50 agentes foram enviados à Caarapó (Foto: Helio de Freitas)

As tropas da Força Nacional deverão permanecer por mais duas semanas na área de conflito entre indígenas e produtores rurais, no município de Caarapó, de acordo com publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 27. A ocupação das terras por indígenas completou 15 dias, e a situação segue sem solução. 

A Força Nacional foi acionada à pedido do governo estadual, e chegou à área de conflito na semana retrasada com 50 agentes. De acordo com a nova determinação, os agentes nacionais deverão atuar em apoio às atividades da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública, na área de ocorrência de conflitos entre índios e não índios.

O estado deverá dispor de infraestrutura necessária à instalação de base administrativa, bem como permissão de acesso aos sistemas de informações e ocorrências, no âmbito da Segurança Pública. Os profissionais a serem disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Cidadania trabalharão em módulo mínimo de pelotão e obedecerão ao planejamento definido pelos entes envolvidos na operação.

Conflito - A fazenda Yvu, em Caarapó, alvo de uma disputa territorial, foi ocupada no dia 12 de junho, por cerca de 300 indígenas em ação de retomada. Durante o conflito entre índios e produtores rurais, o índio Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, morreu e mais seis indígenas ficaram feridos.

A área integra o estudo realizado pela Fundação Nacional dos Índios (Funai) para compor a Terra Indígena Dourados Amambaipeguá I, que está em processo de demarcação há anos. Embora o estudo da Funai comprove que a área pertence aos índios da etnia Guarani-Kaiowá, ainda falta o reconhecimento do Presidente interino Michel Temer, a quem cabe aprovar a criação da terra indígena.



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