Força-tarefa apreende mais de 660 kg de carne estragada em açougue
Dono admitiu que os produtos eram de propriedades vizinhas, mas não disse a origem exata dos animais abatidos
Mais de 750 quilos de carne e derivados estragados ou sem procedência foram apreendidos e descartados durante uma força-tarefa em um açougue no Bairro Santo Antônio, em Paranaíba, distante 408 quilômetros de Campo Grande. O flagrante ocorreu na manhã de quarta-feira (20).
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Mais de 750 quilos de carne e derivados estragados ou sem procedência foram apreendidos em um açougue no bairro Santo Antônio, em Paranaíba, durante força-tarefa da Iagro, Decon e Polícia Civil. O proprietário, reincidente em infrações sanitárias, admitiu comprar carne de propriedades rurais sem revelar a origem. Laudos apontaram contaminação cruzada. O caso é investigado como crime contra as relações de consumo.
A ação conjunta envolveu a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba.
Segundo a Polícia Civil, a fiscalização cumpre uma ordem judicial que determina vistorias semestrais e sem aviso prévio no local. O proprietário, que não teve o nome divulgado, é reincidente em infrações sanitárias da mesma natureza.
A inspeção aconteceu com o apoio de médicos veterinários da Iagro e do SIM (Serviço de Inspeção Municipal). Nas geladeiras do estabelecimento, as equipes encontraram grande quantidade de carne bovina e ovina com sinais claros de abate clandestino, identificados pelo tipo de corte e aspecto do produto.
Questionado, o comerciante admitiu que comprou a carne de propriedades rurais vizinhas, mas se recusou a revelar quais eram os locais e a origem exata dos animais abatidos.
Além do abate ilegal, os fiscais constataram falta de higiene generalizada e problemas estruturais. Havia carnes fracionadas em embalagens precárias, rasgadas, sem rótulo, sem data de validade e sem qualquer carimbo de inspeção.
Peças congeladas eram mantidas soltas, sem nenhuma proteção. Conforme o laudo veterinário, a mistura de carne clandestina com os demais alimentos gerou contaminação cruzada, colocando em risco a saúde dos clientes. O caso é investigado como crime contra as relações de consumo.
Ao todo foram apreendidos 387 kg de carne bovina, 78 kg de carne suína, 51,9 kg de carne de carneiro, 77,3 kg de linguiça, 7,5 kg de frango, além de 147 litros de banha de porco e mais 7 litros de leite caipira. Tudo foi levado para descarte. O caso segue sob investigação da Decon e da Polícia Civil do município.
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