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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Março de 2017

29/09/2011 16:06

Funai pede a juiz esta tarde que índio seja sepultado em área de fazenda

Marta Ferreira

Ele foi encontrado morto ontem, com sinais de espancamento, em Paranhos. PF e Polícia Civil investigam a morte

Representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do MPF (Ministério Público Federal) em Ponta Porã vão se reunir nesta tarde com o juiz federal Eduardo José da Costa, para tentar com ele autorização para sepultamento do corpo do índio Teodoro Recalde, de 33 anos, que morreu ontem, na área da fazenda São Luíz onde fica o acampamento onde ele vivia. A fazenda é reivindicada como sendo a terra indígena Y´poi.

O índio foi encontrado morto ontem de madrugada, com sinais de espancamento, na fazenda Cabeça de Boi, caminho para o acampamento onde vivia. A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam o caso.

A comunidade quer que ele seja enterrado no acampamento, alegando que a tradição indígena prevê o sepultamento na terra ancestral. O pedido já foi feito aos proprietários da fazenda, que recusaram, de acordo com o coordenador da Funai em Ponta Porã, Silvio Raimundo da Silva, e foi negado.

O corpo está na funerária da cidade, enquanto não há definição. Silvio Raimundo disse que a expectativa é que o juiz se sensibilize e determine o sepultamento no acampamento indígena. No local, vivem 70 famílias de caiuá-guaranis, graças a uma decisão judicial anterior, do TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo. A fazenda está em estudos para ser demarcada como terra indígena.

Área problemática-O indígena morto, segundo foi divulgado pela Comissão de Direito dos Indígenas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) é primo dos professores Genilvado Vera e Rolindo Vera, professores que desapareceram em 2009. Genivaldo foi encontrado morto, com sinais de espancamento. Rolindo nunca foi achado.

O MPF pediu a entrada da Polícia Federal no caso para investigar se a morte tem relação com a questão agrária. A investigação está em andamento. A Polícia Civil foi a primeira a chegar no local e também está investigando o assassinato. A definição sobre qual corporação vai ficar com o caso vai depender se foi um crime relacionado a disputa de terra ou se foi um assassinato por outros motivos.

O Campo Grande News procurou os donos da fazenda e a informação é de que eles não querem se pronunciar sobre o assunto. A informação dada pelo escritório de advocacia que os representa é que o crime ocorreu fora da fazenda e estaria relacionado a desavença entre os índios.




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