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Política

Projeto que permite produção nacional de tirzepatida avança na Câmara

Texto recebeu 337 votos favoráveis para ser acelerado na Casa de Leis

Por Gustavo Bonotto | 09/02/2026 22:30
Projeto que permite produção nacional de tirzepatida avança na Câmara
Caixa da tirzepatida, cujo nome comercial se tornou popular: Mounjaro. (Foto: George Frey/Reuters)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) o requerimento de urgência do PL (Projeto de Lei) de nº 68/2026, que declara de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound, permitindo a quebra de patentes para produção nacional. O projeto tem como objetivo facilitar o acesso a tratamentos para obesidade, diabetes tipo 2 e comorbidades relacionadas ao sobrepeso.

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A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência do PL 68/2026, que declara de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound, permitindo a quebra de patentes para produção nacional. O projeto visa facilitar o acesso a tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2, com 337 votos favoráveis e 19 contrários.Os medicamentos, que têm como princípio ativo a tirzepatida e custam entre R$ 1.400 e R$ 2.999, poderão ser produzidos por laboratórios nacionais caso o projeto seja aprovado no plenário e no Senado. Especialistas alertam que a medida pode afetar investimentos em pesquisa farmacêutica.

O plenário aprovou o pedido, alterando o regime de tramitação do projeto e acelerando sua votação. A medida permite que a proposta siga diretamente para o plenário, sem passar por comissões.

O placar do requerimento registrou 337 votos a favor e 19 contra. A bancada do Partido Novo orientou os parlamentares a rejeitarem o texto.

Se aprovado pelo plenário, o PL seguirá para análise do Senado Federal, abrindo caminho para que laboratórios nacionais produzam os medicamentos atualmente fabricados pela multinacional Eli Lilly. O Mounjaro e o Zepbound têm como princípio ativo a tirzepatida e preços que variam de R$ 1.400 a R$ 2.999, dependendo da dose.

O autor do projeto afirmou que o preço atual limita o acesso a tratamentos em larga escala. A proposta busca tornar os medicamentos mais acessíveis e ampliar a cobertura de saúde pública para pacientes com sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2.

A discussão no Congresso envolve ainda outras canetas emagrecedoras, como o Ozempic, cuja fabricante, Novo Nordisk, tenta prorrogar a patente em cinco anos. Especialistas alertam que a aprovação do licenciamento compulsório pode reduzir a proteção à propriedade intelectual, impactando investimentos em pesquisa e desenvolvimento farmacêutico.